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Polícia Federal investiga Fifasul por lavagem de dinheiro

02 agosto 2006 - 11h58

 A Polícia Federal de Dourados fez uma grandeoperação ontem pela manhã na sede das Faculdades Integradas de Fátima do Sul (Fifasul). A informação é de que os policiais estariam colhendo provas para uma investigação de lavagem de dinheiro, cujo inquérito está em andamento. A Fifasul está respondendo a processo na Justiça Federal por comercialização de diplomas falsos e ainda tem em andamento na Polícia Federal mais dois inquéritos. Um deles é com referência a lavagem de dinheiro e o outro investiga funcionários e diretores da Agência Penitenciária do Mato Grosso do Sul e alguns delegados, que teriam adquirido diplomas na citada faculdade para participar de concursos dentro do Governo do Estado. Essa denúncia surgiu depois que o primeiro inquérito foi concluído e, embora se tratando do mesmo esquema, a Polícia Federal abriu um novo procedimento para investigar exclusivamente esse grupo de servidores estaduais.Com relação à investigação de lavagem de dinheiro, o delegado da PF Bráulio César Galonni não forneceu mais detalhes, mas confirmou que a equipe esteve ontem pela manhã na Faculdade, vistoriando documentos, principalmente ligados ao setor financeiro da empresa. O delegado disse que o inquérito da Agepen já está bastante adiantado, mas o de lavagem de dinheiro ainda está na fase de reunir provas e deve demorar mais algum tempo para ser concluído. Galonni não confirmou se apreendeu documentos ou equipamentos de informática na Fifasul.No primeiro processo de venda de diplomas, a polícia apurou que foram identificados e devidamente apurados pelo menos 75 alunos que possuem títulos de graduação ou pós-graduação por meio da falsificação de históricos escolares e diplomas, realizada pela Fifasul. Alguns dos alunos sabiam da falsidade dos documentos; outros acreditavam em "curso vago" e outros ainda afirmaram ter frequentado aulas, apesar de residirem em locais distantes 800 quilômetros de Fátima do Sul. As investigações concluíram que o período de atuação da quadrilha nesse esquema de falsificação foi entre os anos de 1998 e 2003 e que o valor de um diploma chegava a R$ 5,1 mil, com pagamento facilitado em até 15 vezes. Foram ouvidas no processo 81 pessoas, incluindo os que conseguiram diplomas e aqueles que serviram de testemunhas para a configuração dos crimes citados.Esse processo já está na Justiça Federal e foram denunciados na época (final de 2005), pelo Ministério Público Federal, Sebastião Ribeiro Neto e seu irmão Vilson Sotolani Ribeiro, Maria Conceição da Silva, Maria Aparecida do Amaral, Cícero Rosa dos Santos, Valdenir Saraiva, Nildo Roberto de Andrade e a diretora da Fifasul, Iveli Monteiro, nos artigos 299, por 75 vezes; no artigo 304, por 75 vezes; e ainda no artigo 288, combinados com o artigo 29, todos do Código Penal. Esses artigos estão relacionados aos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha.

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