Mais 24 pessoas acusadas de participar da chamada máfia dos caça-níqueis foram presas pela Polícia Federal, desde a tarde de ontem (19), quando foi deflagrada no Rio de Janeiro a Operação Furacão 2. De acordo com balanço da operação, divulgado hoje (20) pela Polícia Federal, até agora, foram detidos um delegado e um agente da Polícia Federal, um major da Polícia Militar do Rio de Janeiro, 19 policiais civis do estado, além de duas outras pessoas que não ocupam cargos públicos.
Eles são suspeitos de formação de quadrilha e corrupção. Outras oito pessoas, que foram presas na primeira fase da Operação Furacão, realizada em abril, tiveram mandados de prisão renovados e foram alvo de novas denúncias.
De acordo com o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Delci Teixeira, a ação é resultado do exame da documentação apreendida durante a primeira fase da Operação Furacão, realizada no início de abril para desarticular uma quadrilha que se beneficiava de decisões judiciais e informações privilegiadas para garantir o funcionamento de casas de bingo, em troca de pagamento de propinas a funcionários públicos.
"A análise de todos esses dados dá o indicativo que esses policiais federais receberiam parcela mensal para avisar quando a polícia iria desencadear operações contra as máquinas de jogos eletrônicos. Quanto aos policiais civis, dados indicam que eles dariam proteção para os locais onde essas máquinas estavam e para as pessoas que exploravam esse tipo de atividade", explicou o superintendente.
Segundo ele, o agente da Polícia Federal preso receberia cerca de R$ 5 mil por mês para fornecer informações privilegiadas sobre as investigações sobre a quadrilha chefiada por donos de casas de bingo. Teixeira informou também que outros documentos ainda estão sendo analisados e novas operações devem ser realizadas em função das informações reveladas pelas investigações.
Até o meio-dia de hoje, os agentes da Polícia Federal continuavam cumprindo os 36 mandados de prisão que foram expedidos pela 6ª Vara de da Polícia Federal Criminal, onde corre o processo da primeira fase da Operação Furacão. Ainda faltam ser presas três pessoas suspeitas de pagar propina a funcionários públicos e um policial civil, que até agora não se apresentou a sua chefia, como fizeram os outros acusados
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