Investigações da Polícia Civil mostram que 80% da renda do Primeiro Comando da Capital (PCC) tem origem no tráfico de drogas. A cúpula da facção criminosa decidiu apostar na distribuição de cocaína. Tornou-se atacadista, obrigando os donos dos pontos-de-venda a comprar seu entorpecente, mesmo que o preço e a qualidade da droga entregue não sejam os melhores existentes no mercado.
O envolvimento do PCC com as drogas tem duas vertentes. Uma é a filiação de donos de pontos-de-venda em regiões como as favelas do Jardim Elba (zona leste de São Paulo), Heliópolis (zona sul) e Paraisópolis (zona sul) à facção. A outra é o esquema de distribuição mantido pela cúpula da organização, o chamado bicho-papão. Entre os líderes do PCC, o tráfico é tratado simplesmente como "o progresso".
Normalmente, os traficantes individuais pagam apenas a mensalidade de R$ 600 que cada integrante da facção em liberdade deve entregar ao PCC. Há, no entanto, exceções. Esse é o caso de Edílson Borges Nogueira, o Biroska, e Marcos Paulo Nunes da Silva, o Vietnã. Biroska controla o tráfico em Diadema e Vietnã, no complexo de favelas da Alba, do Vietnã e da Água Espraiada, na zona sul. Os dois estão presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e se tornaram, segundo a inteligência policial, os maiores financiadores da facção. Biroska e Vietnã encomendariam cocaína da Bolívia e maconha do Paraguai, drogas que são distribuídas em São Paulo.
O outro esquema é o do bicho-papão. Essa é uma atividade cujos dividendos são repartidos apenas entre os chefões. "Esse dinheiro não entra no caixa da organização", disse um delegado do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic). A cúpula do PCC não mexe com maconha, pois ela dá pouco lucro. Isso não impede que individualmente integrantes do PCC distribuam a droga, conforme mostra interceptação telefônica feita pelo Deic das conversas mantidas por Carla Patrícia de Andrade, a Carlinha, que cuidava dos pedidos do bicho-papão.
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