A Polícia Militar Ambiental prendeu 4 pescadores e apreendeu 55 redes de pesca, armas e 103 quilos de pescado durante operação na fronteira do Brasil com o Paraguai, em especial na área do Rio Apa, entre Porto Murtinho e Porto Valhemy. A denúncia partiu de pescadores amadores da região, tanto do Brasil como do Paraguai, ao afirmarem que paraguaios, denominados "redeiros", tinham loteado o rio Apa e não permitiam que pescadores amadores praticassem pesca na região, a não ser em horários determinados por eles.
A operação, iniciada na quinta-feira (10) e encerrada hoje (14), às 12 horas, envolveu 35 homens, 10 barcos e 6 viaturas no combate ao crime ambiental. Nos primeiros dias os policiais apreenderam no Rio Apa 1,5 kg de redes de pesca, as quais cercavam todo o rio, mas não depararam com os "redeiros" denunciados.
No fim de semana a PMA apreendeu mais 2 km de redes também armadas no rio Apa. Além disso, foram encontrados 4 pescadores, próximos ao local denominado "Colônia Cachoeira do Apa", que tinham na embarcação duas tarrafas (apetrechos proibidos para pesca) e mais 3 exemplares de peixes com tamanhos inferiores ao permitido pela legislação. No "Condomínio Cachoeira do Apa", local onde os pescadores estavam hospedados, os policiais encontraram vários exemplares de peixes em tamanhos inferiores ao permitido.
Os policiais ambientais prenderam os pescadores e os encaminharam à delegacia de Polícia Civil de Porto Murtinho. Foram presos: Marco Antônio Salla, Pedro Sidnei Salla e Adriano da Costa, residentes na Colônia Cachoeira do Apa, Porto Murtinho e Oseias de Paulo Paes, residente em Campos Novos Paulista-SP. Com eles foram apreendidos: 103 kg de pescado, 1 barco, 1 motor de popa, 8 molinetes, 8varas de pesca de fibra e 2 tarrafas.
Testemunhas declararam que tinham sido abordadas pelos paraguaios "redeiros" que estavam armados e disseram que eles poderiam pescar até às 16h. Também havia denúncias de que os paraguaios estavam em trincheiras, prontos para um confronto com a Polícia Militar Ambiental por causa da apreensão de suas redes de pesca.
De acordo com a PM a área citada é crítica para a fiscalização da pesca predatória, pois, além de ser difícil a captura dos infratores paraguaios, que fogem para o país vizinho ao avistarem a fiscalização, os policiais ainda se tornam alvos de pessoas escondidas na fronteira do Brasil com o Paraguai. Já houve caso em que a Polícia Militar Ambiental apreendeu redes de pesca na região, e, em contrapartida, paraguaios capturaram turistas brasileiros exigindo a devolução do material apreendido para soltá-los. A PMA está disposta a intensificar a fiscalização na região até que o problema seja resolvido.
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