A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul colocou mais 300 homens durante a “Operação Corpus Christi”, concluída às 08 horas desta segunda-feira. A operação objetivou colocar o efetivo nos rios, em barreiras nas estradas, fiscalização em propriedades rurais, em locais de belezas naturais de prática de turismo cênico e de recreio e outras variáveis de interesse ambiental, para prevenir e combater infrações e crimes que pudessem degradar estes recursos naturais. As 25 subunidades da PMA intensificaram a fiscalização em suas respectivas áreas, colocando, inclusive, o efetivo administrativo a campo.
A sede (Campo Grande) atuou com 03 equipes itinerantes, agindo em todo território do Estado sem área definida. A fiscalização foi intensificada nos rios para evitar a pesca predatória, mas o combate ao desmatamento, caça, às carvoarias ilegais e ao transporte de carvão, madeira e de outros produtos florestais também teve prioridade.
Devido ao grande número de pescadores nos rios, a PMA realizou campanha informativa, por meio de distribuição de mais de 11 mil manuais de pesca. Foram 03 modelos de Manuais, com informações relativas à pesca e a ISCAS VIVAS. Neste ano saiu a regulamentação relativa ao transporte, captura e medidas de iscas vivas. Várias iscas passaram a ter tamanhos mínimos para captura, configurando crime a captura em tamanho inferior ao permitido. Os pescadores continuarão tendo acesso aos manuais com informações nos postos e com equipes de fiscalização da PMA em todo Estado.
Os números indicam uma operação mais tranquila, aos dois anos anteriores. Foram 12 pessoas autuadas administrativamente contra 19 na operação do ano passado e, somente 6 pessoas presas; pouco mais da metade da operação anterior. Somente 03 pessoas presas por pesca predatória e 02 pessoas autuadas administrativamente por pescar sem licença. Um preso por mandado de prisão e dois por descaminho.
Foram apreendidos somente 50 kg de pescado, ou seja, 1/4 da operação anterior, apesar do grande número de pescadores nos rios, que foi verificado pelos policiais, com base em observações e pela quantidade de manuais distribuídos.
Com relação ao número de petrechos proibidos apreendidos, somente 22 redes de pesca (petrecho com maior poder de captura), contra 53 da operação anterior. Os demais tipos de petrechos foram sempre bem menores à operação passada.
Crimes ambientais relativos à flora foram destaques. Foram 3 carvoarias fechadas, 67 m³ de madeira serrada apreendida e 331 m³ de lenha nativa, sendo este último item, mais do que o triplo da operação anterior. Por outro lado, a quantidade de carvão nativo apreendido foi menor do que 1/3 da operação passada.
Os valores em multas foram mais de 4 vezes maiores do que na operação passada. Porém, isso ocorreu em razão de um grande desmatamento, em que o responsável foi multado em R$ 135.000,00
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