O caso da agressão do vigilante Márcio Antonio de Souza, ocorrido dentro de uma unidade das Lojas Americanas em Campo Grande, será investigado pela Polícia Federal.
O processo foi aberto nesta terça-feira (12), após entrega de relatório sobre o caso ao delegado Rodrigo de Oliveira, na Superintendência Regional da PR. O documento foi elaborado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal, e assinado pelos vereadores Marcos Alex (PT), Athayde Nery (PPS) e pelo presidente da Casa, Paulo Siufi (PMDB).
A repercussão da sociedade, os esclarecimentos públicos dos envolvidos solicitados pelo Legislativo estão inclusos no relatório.
A PF já havia aberto processo administrativo contra Décio Garcia de Souza, suposto agressor e funcionário terceirizado das Americanas. O caso está sendo acompanhado pela diretoria-geral da instituição em Brasília.
Além da agressão em si que será apurada, as denúncias visam esclarecer também se houve a prática de discriminação racial, já que o vigilante agredido é negro e sua abordagem se deu porque o segurança da loja, Décio, o considerou suspeito de ter furtado dois ovos de Páscoa.
Outro resultado da intervenção da Câmara junto à instituição federal é a iniciativa para que os agentes de segurança privada em Campo Grande, a partir de agora, sejam obrigados a fazer cursos específicos sobre atos de discriminação e preconceito.
Também participou da entrega do relatório Edmir Abelha Moraes, membro da Coordenação Nacional das Entidades Negras no Centro-Oeste (Conen).
###O caso
Enquanto caminhava nas Lojas Americanas, Márcio teria sido acusado de furtar um ovo de páscoa e foi brutalmente agredido. Ele foi para a Santa Casa de Campo Grande, onde recebeu atendimentos no setor de ortopedia, com o nariz fraturado. O rapaz conta que o chocolate que portava havia sido comprado em outro estabelecimento, mas garante que não teve tempo de explicar.
A radiografia confirmou uma fratura no nariz e o rosto do vigilante está cheio de hematomas. A família e amigos confirmam que os ovos de páscoa foram comprados por Márcio na empresa Makro e que possuem a nota fiscal da compra dos chocolates.
O vigilante Márcio fez exame de corpo de delito e registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do centro por lesão corporal dolosa.
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Márcio foi agredido em loja americana. Crédito: Midiamax