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Peritos iniciam testes com luminol na casa de assassina de chargista

27 novembro 2020 - 08h58Por Da Redação

Peritos da Polícia Civil iniciaram na noite desta quinta-feira, dia 26 de novembro, os testes com luminol em busca de sangue na casa onde morava a massagista Clarice Silvestre de Azevedo, de 44 anos, assassina confessa do chargista Marco Antônio Rosa Borges, 54 anos.

O imóvel fica na rua Padre João Cripa entre as rua Antonina de Castro Faria e avenida Rachid Neder, no Bairro Monte Castelo, em Campo Grande. A aplicação de luminol pode indicar a presença de manchas de sangue, mesmo que a residência tenha sido limpa.

Os investigadores da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) interditaram um trecho da rua para evitar que a movimentação de pessoas e veículos atrapalhem a investigação.

Segundo o site Campo Grande News, o acesso à quadra onde fica à residência só foi permitido para moradores. O delegado Carlos Delano, responsável pela investigação também está no local, mas ainda não conversou com a imprensa.

Durante as investigações, equipes da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios) encontraram na casa da autora um colchonete, que havia sido lavado, dentro do banheiro. Ele tinha manchas que pareciam ser sangue.

Confessou o crime

À polícia, Clarice contou que era por volta das 8h20 do último sábado (21), quando ela empurrou Marco da escada após levar dois tapas no rosto. Ao ser empurrado da escada, Marco caiu e bateu a cabeça. Atordoado devido à pancada, mas ainda consciente, ele foi esfaqueado até a morte.

Depois de cometer o crime, a assassina foi para um bar. Depois do almoço, Clarice saiu para comprar materiais para esquartejar a vítima. Ela voltou para casa com facas, luvas, sacos de lixo e água sanitária para limpar o local.

Por volta das 18 horas, João Victor Silvestre de Azevedo Leite, 21 anos, filho de Clarice, foi até a casa dela, no Monte Castelo, ajudar a esquartejar a vítima. Às 19h30, o corpo de Marco, dentro de três malas, foi levado para a casa de João Victor, no Jardim Tarumã.

Clarice então contratou corrida de carro de aplicativo para fazer o transporte do corpo. A motorista, conhecida da assassina, disse que recebeu R$ 70 pelo serviço. A autora contou que nas malas haviam roupas para doação.

As malas ficaram na casa de João Victor até às 3 horas de domingo (22). Mãe e filho desovaram os restos mortais no quintal de uma casa desocupada, na mesma região. João Victor foi levado à delegacia, confessou ter participado no crime, mas como não havia flagrante e nem mandado de prisão, foi solto. Clarice permanece presa.

 

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