Durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (22), a Polícia Federal detalhou a operação “Corte na Tangente”, que desarticulou um grande esquema de contrabando e descaminho de produtos do Paraguai. Segundo relatado pelas autoridades, a quadrilha atuava desde 2015 na região.
Conforme as informações, há sete anos o esquema é realizado na região de fronteira, tendo Nova Alvorada como o centro da organização. O principal responsável atuava na captação de diversas pessoas que buscavam os produtos no Paraguai e seguiam até Nova Alvorada do Sul, de onde encaminhavam para os grandes centros do país, como São Paulo, por exemplo.
“São em torno de 40 veículos circulando diariamente, todos sob o comando do homem que prendemos nesta manhã. Além disso, ele também chefiava várias pessoas que atuavam como mateiros [que se escondem às margens de rodovias para avisar sobre movimentações policiais] e em outras funções dentro da organização”, afirmou o delegado Luis Henrique Corrêa da Silveira, da Polícia Federal.
Procurador do Ministério Público Federal (MPF), Eduardo Rodrigues Gonçalves, relatou que o prejuízo causado pela organização criminosa ainda é apurado, mas passa da casa de milhões de reais.
“O maior proveito desta operação foi interromper os crimes do indivíduo que desde 2015 atua na região, captando pessoas para se deslocar até o Paraguai com frequência durante a semana. A gente ainda analisa a sonegação de impostos, mas certamente fica na casa de milhões”, disse o procurador.
Durante a Operação, a Polícia Federal intensificou os trabalhos na captura do mandate do esquema, que foi identificado após intensa investigação e análise da movimentação financeira. O que resultou na prisão dele na manhã de hoje (22) em Nova Alvorada do Sul.
“Nós observamos não somente o fluxo intenso de mercadorias e associação de dezenas de pessoas para a prática do contrabando e descaminho, mas também a constatação de fluxo financeiro alto do principal líder”, afirmou o delegado Marcelo Guimarães Mascarenhas da PF.
Ao todo foram sete mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva cumpridos em Nova Alvorada do Sul desde as primeiras horas do dia.
Os valores bloqueados em contas bancárias são de R$ 3.124.373,00. Também são alvos do ‘sequestro’ judicial os bens móveis e imóveis dos líderes da organização criminosa.
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Coletiva foi realizada na tarde desta terça-feira (22) - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News