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Namorada matou cel Ubiratan e será indiciada, diz polícia

26 setembro 2006 - 11h59

O delegado Armando de Oliveira Costa Filho, do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), disse nesta terça-feira que a polícia paulista considera esclarecido o assassinato do deputado estadual e coronel da PM Ubiratan Guimarães e que sua namorada, a advogada Carla Cepollina, 40 anos, será indiciada amanhã. "Para o DHPP, o caso está 100% esclarecido e é isso que vamos apresentar para o Poder Judiciário e Ministério Público. Fechamos o caso", afirmou.O processo de indiciamento começou na segunda-feira (25), quando Carla prestou depoimento pela quarta vez pela Polícia Civil. Ela, que era tratada como testemunha desde o início das investigações, foi ouvida pela primeira vez na condição de suspeita. O depoimento foi suspenso depois de aproximadamente sete horas e deveria ser retomado nesta terça, mas foi adiado. Carla nega envolvimento no crime.Aproximadamente uma hora e meia após a polícia suspender o depoimento, investigadores do DHPP iniciaram uma busca no apartamento de Carla. Durante a operação, três armas foram encontradas. Segundo a polícia, uma carabina localizada no apartamento pertence à advogada Liliana Prinzivalli, mãe de Carla, que foi autuada por posse ilegal. Ela pagou fiança de R$ 800 e foi liberada.As outras duas armas --um revólver calibre 38 e uma pistola-- seriam do pai de Liliana, Luigi Prinzivalli, que morreu em 2002."É absolutamente improvável que alguma dessas armas tenha sido usada no crime", disse Costa Filho. Segundo ele, outros objetos foram recolhidos. Detalhes não foram divulgados porque o caso corre sob segredo de Justiça.Apesar de alguns laudos do IC (Instituto de Criminalística) ainda não terem sido concluídos, o delegado afirma que, para a polícia, o caso está solucionado. "Nada que venha do IC agora poderia alterar nossa convicção absoluta de que Carla Cepollina é autora do homicídio que vitimou o coronel."Para o advogado de Carla, Antonio Carlos de Carvalho Pinto, os indícios que apontam a autoria do crime para sua cliente são "esquálidos e nem um pouco consistentes". "Prova é igual a certeza. Nem por isso a soma de indícios é capaz de produzir uma certeza".O advogado afirma que ainda não tem conhecimento de todo o inquérito. "Assumi a causa há 24 horas e ainda preciso ler o inquérito". 

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