Uma mulher trans, de 29 anos, teria sido agredida e marcada com uma queimadura em formato de suástica nazista, na manhã deste sábado, dia 14, em Ponta Porã.
De acordo com o portal Midiamax, a vítima teria alegado que cortava a grama de casa quando o ex-namorado apareceu e os dois se reconciliaram. Horas depois, a mulher teria recebido uma ligação solicitando a ela um serviço de jardinagem.
Enquanto cortava a grama do cliente, a noiva dele teria pedido que fosse até o escritório onde o dono da casa estaria junto com o namorado da vítima.
Ainda segundo o Midiamax, no cômodo os homens teriam pedido que ela inalasse um frasco contendo um coágulo de sangue e, como se recusou, teriam pedido para enterrar o conteúdo. Como ela, mais uma vez, teria dito que não faria, alega ter recebido uma ameaça de morte pelo dono da casa.
A vítima teria tentado fugir da residência, momento em que teria sido segurada e agredida pelo namorado com golpes de taco de sinuca, vassoura, joelhadas, socos e pisadas. Depois disso, teria sido segurada pelo dono da casa, enquanto o companheiro tentava enforcá-la com uma faixa de jiu-jitsu.
Ela ainda teria sido mantida na varanda da residência.
Na versão da vítima, a noiva também teria participado das agressões e danificado o celular dela usando uma faca e dizendo que não teria como pedir ajuda.
A mulher ainda relata que os moradoras da casa teriam começado a consumir bebidas alcoólicas e agredir a vítima com golpes na cabeça.
Ainda de acordo com o Midiamax, a versão da vítima é de que o dono da residência teria pedido à noiva que esquentasse uma faca que ele teria amolado, para que pudesse marcar a vítima com uma suástica nazista.
Ela ficou com o símbolo marcado como uma queimadura no braço esquerdo, perto do ombro.
Só depois disso, ele teria ordenado que a vítima fosse embora, mas dito que iria decapitá-la caso denunciasse as agressões.
A vítima teria relatado que foi para casa, mas pouco depois decidiu pedir socorro em um estabelecimento comercial.
A Polícia Militar foi acionada e o namorado foi preso em flagrante. Quando questionado, teria admitido as agressões.
Ele confirmou que acompanhou a namorada no serviço de jardinagem e teria dito que o dono do imóvel o chamou no escritório para que pudesse conversar sobre um trabalho, sem informar qual era.
O homem ainda teria relatado que a namorada e o dono da casa teriam começado a discutir, momento em que ele teria acertado a mulher com um soco no rosto. O namorado também teria admitido que segurou a vítima para que o casal pudesse praticar tortura.
A PM foi até a casa onde as agressões aconteceram. Como ninguém atendia mesmo tendo gente, foi acionado reforço da Força Tática e equipes da Polícia Civil. Os policiais só foram recebidos pelo proprietário depois de pularem o muro.
O proprietário do imóvel contou uma versão diferente sobre o que aconteceu.
Sobre o coágulo de sangue, teria dito que a noiva ficou abalada após ter vivenciado o que considerou um aborto e guardou o material que saiu em um coletor menstrual, no frasco deixado no escritório.
Teria relatado ainda que pagou adiantado para que a vítima fizesse faxina na casa dele durante uma semana, mas que ela não apareceu. Nesse período, a noiva teria se acidentado lavando louça, o que teria deixado o deixado aborrecido.
Depois disso, encontrou o namorado da vítima em um supermercado e combinado para que fossem na residência para o corte de grama.
Questionado sobre as agressões, ele teria desconversado.
O dono da casa teria dito que demitiu a vítima em determinado momento e que depois disso ela e o namorado teriam começado a discutir e se agredir. Ele alega que tentou intervir segurando o homem para que a vítima pudesse ir embora.
A noiva contou a mesma versão do noivo.
Os três suspeitos foram levados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde o caso é investigado. A perícia técnica foi acionada, já que a vítima apresentava diversas lesões pelo corpo.
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Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã - Crédito: Midiamax / Arquivo