A mulher envolvida na denúncia de violência doméstica contra o secretário municipal de Governo e vereador licenciado de Jaraguari, Renê Sérgio Lima de Moura (PSDB), resolveu defender o namorado após repercussão negativa na cidade. Ela apresentou uma versão diferente da registrada no boletim de ocorrência.
Ao site Campo Grande News, a mulher negou sofrer pressão para mudar a história diante do prejuízo político para Renê, admitiu que houve uma discussão entre o casal, mas diz que não foi nada sério e aconteceu após uma festa, quando ambos estavam alterados pela bebida. Mas sobre as supostas agressões, garantiu não se lembrar do que aconteceu na madrugada.
Segundo relatou, os dois já haviam discutido ainda durante o evento. Depois disso, Renê deixou o local e foi para casa. Minutos depois, ela também seguiu até a residência do namorado. “Eu não invadi a casa dele. Eu tinha acesso lá. Entrei e começamos a brigar novamente”, escreveu.
A vítima afirma que os dois estavam nervosos e sob efeito de álcool. "Nós dois, com muita raiva [...] Na euforia da raiva, aconteceram coisas de que eu não me lembro direito", contou. Ela ainda relata que está recuperando parte das memórias e que pretende resolver a situação "da melhor forma possível".
Apesar das lesões identificadas no rosto e apontadas pelo delegado como resultado de agressões, ela contesta que tenha sido atingida por socos. “Ele não me agrediu com socos como estão falando. No processo nós vamos resolver da melhor forma”, afirmou. Ela ressaltou que o relacionamento é marcado por personalidades fortes e que a repercussão aumentou porque o secretário é figura pública.
Ainda segundo a vítima, foi ela quem pediu ao prefeito para não tomar decisões imediatas sobre o afastamento de Renê.
Conforme o delegado Mário Dozinete Ferraz de Queiroz, o casal discutiu após a festa, e a vítima teria sido ofendida por Renê. Já na residência do secretário, ela teria quebrado objetos durante o desentendimento, momento em que, segundo a polícia, foi agredida.
Renê foi preso em flagrante por violência doméstica, ouvido e liberado no mesmo dia. Ele apresentou atestado médico à prefeitura na segunda-feira (1º), alegando problemas emocionais, e ficará afastado das funções por 15 dias.
O prefeito de Jaraguari, Claudio Ferreira, o Claudião (PSDB), decidiu não exonerar o secretário e classificou o caso como “de natureza pessoal”. Em nota, a administração municipal declarou que acompanha o andamento da investigação e que adotará medidas conforme os desdobramentos.
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