A investigação inicial aponta que, antes de ser carbonizada, Gisele da Silva Saochine, foi esfaqueada pelo companheiro, Anderson Cylis Saochine Rezende. O crime aconteceu na noite de quinta-feira, dia 02 de outubro, na residência do casal, localizada na rua Rio Pardo, bairro Monte Castelo, em Campo Grande. A casa foi incendiada pelo homem.
Conforme apurou o site Campo Grande News, as equipes policiais foram acionadas por conta do incêndio na residência. Ao chegarem, encontraram o corpo de Anderson dentro do veículo que estava na garagem, também em chamas. O homem estava carbonizado. No quarto do casal, estava o cadáver de Gisele, também queimada.
A equipe da DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) foi chamada, assim como a perícia, e a apuração inicial indicou que Gisele foi esfaqueada e depois arrastada até o quarto onde foi encontrada morta. Mas ninguém testemunhou o crime.
Um vizinho da família, que preferiu não se identificar, relatou à reportagem na manhã desta sexta-feira (3). Ele contou que Anderson trabalhava com móveis planejados, pedalava e não aparentava estar em processo de separação.
Fumaça saindo pelo telhado da casa nesta manhã (Foto: Marcos Maluf)
“Nunca vi uma briga, uma discussão entre eles. Nem sabia que o casal estava em processo de separação. A gente fica embasbacado. Era um casal evangélico e tranquilo”, relatou o homem.
Ele contou que as chamas começaram no começo da noite, mas não viu nada incomum antes do incêndio. “Até pensei que fosse o carro dele pegando fogo e depois vi que estava na casa. Ele era um dos primeiros moradores aqui da rua; só havia a casa deles e a rua era de terra quando chegaram aqui”, explicou. Segundo ele, Gisele era manicure e estava estudando enfermagem.
O caso é investigado como feminicídio e suicídio. Gisele é a 27ª vítima de assassinatos contra mulheres em Mato Grosso do Sul, sendo a 5ª em Campo Grande neste ano. Hoje as testemunhas já começam a ser ouvidas na Deam.
Caso
A irmã da mulher tentava contato com a vítima por volta das 16h, sem sucesso. Pouco depois, vizinhos alertaram que a casa estava em chamas e acionaram a PM (Polícia Militar). O Corpo de Bombeiros chegou por volta das 19h e controlou o incêndio, que se alastrou pelo imóvel. A filha do casal, de 16 anos, foi quem abriu o portão do local ao chegar da escola.
No quintal da residência, a polícia encontrou marcas de sangue, uma faca e recipientes com álcool e diluidores de tinta, que indicam que uma das vítimas pode ter sido arrastada e que o fogo teria sido iniciado com produtos inflamáveis. O veículo estava entre a garagem e a casa, próximo à porta aberta, onde o corpo do homem foi localizado.
Ao todo, 11 militares dos bombeiros atuaram no combate ao fogo, que teve apoio de quatro viaturas distintas e uso de 3 mil litros de água. As chamas estavam tão altas que o telhado de um dos ambientes desabou.
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