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MPE apura nova denúncia contra três policiais do DOF

01 novembro 2004 - 19h14

O promotor de Justiça Sílvio Amaral Nogueira de Lima, que atua junto à Auditoria Militar, apura nova denúncia contra policiais do DOF (Departamento de Operações de Fronteira). Ele determinou na sexta-feira abertura de procedimento para apurar denúncia contra os agentes Sidney Natal, Antônio Messias da Silva e Itamar Alves Martins, acusados de cobrar R$ 10.000 de um detento da Unidade Penal Ricardo Brandão, em Ponta Porã, para impedir que o interno e a noiva fossem presos dia 2 de fevereiro do ano passado.O promotor revela ter recebido na sexta-feira, uma cópia da carta do presidiário Marcelo Gonçalves Jaeger Pedrosa, enviada à juíza de direito May Melke Amaral Penteado Siravegna. No documento, o detento recluso desde o ano passado por tráfico de entorpecente, revela um possível esquema extorsão, o qual teria resultado na prisão do casal. A partir do recebimento da carta e com base nas informações relatadas pelo preso o promotor determinou a abertura do procedimento, que pode ser um inquérito policial militar ou uma sindicância.Pedrosa revela que em fevereiro do ano passado foi a Ponta Porã com a noiva Evelise Vieira da Silva, onde comprariam equipamentos de informática, já que antes de ser preso era micro-empresário de comunicação. Como o valor do dólar estava alto, decidiram comprar apenas alguns perfumes.Quando deixava Ponta Porã, o casal foi abordado por policiais que faziam uma fiscalização no posto Pacurí. Os dois entregaram os documentos para os policiais e permitiram que os militares vistoriassem a caminhonete que era conduzida por Pedrosa. Enquanto Pedrosa mostrava as bagagens para o policial Sidney, os outros dois revistavam o veículo. Após a vistoria na carroceria da caminhonete, Silva e Martins mostraram tabletes de maconha que segundo os policiais estariam na caminhonete. Predrosa afirmou não ser o proprietário da droga, o que não impediu de serem levados à sede do DOF, em Dourados. Itamar Martins seguiu para a sede do departamento na caminhonete de Pedrosa e os outros dois conduziram o interno a Dourados em uma viatura do departamento. Durante o percurso, Antônio Messias da Silva, que estava ao lado de Pedrosa, teria dito em tom irônico: “Que fria hein, mas não esquenta não, nada que com R$ 10 mil não esteja tudo resolvido”. Silva teria passado o número de uma conta bancária, escrito em um pequeno pedaço de papel. O militar teria entregue um aparelho celular para que acionassem alguém que pudesse efetuar o depósito. O telefone estava sem serviço, portanto, não pôde ligar para ninguém. Sem que os policiais percebessem, Pedrosa anotou o número. Ao chegarem em Dourados, Evelise e o noivo foram separados. Os policiais disseram que deixariam Pedrosa fazer um telefone, entretanto, foram surpreendidos por um delegado, que não estava envolvido no esquema.Silva correu à cela e mandou Pedrosa entregar o papel com o número do telefone. O delegado perguntou de onde Pedrosa teria pego a droga e ele alegou não saber. Diante da fala dele, Silva teria agredido Pedrosa e jogado spray de pimenta no rosto do preso. Os policiais disseram que Pedrosa poderia ser assistido por um advogado da casa. Após ter contado toda história ao advogado, o preso foi convencido de que caso não confirmasse a versão apresentada pelos policiais, a noiva seria incriminada. Réu confesso, Pedrosa continua preso, enquanto a noiva foi libertada depois da primeira audiência, 27 dias após a prisão. O presidiário revela que em dezembro descobriu que a conta bancária, cujo número foi entregue para que Pedrosa efetuasse o depósito, era da esposa de Silva. Segundo o interno, Silva foi único policial que não depôs.Aline Queiroz 

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