O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes acusou na noite desta quarta-feira a Polícia Federal de agir com métodos "fascistas" na Operação Navalha.
O ministro disse ser uma "canalhice" o vazamento de informações pela PF sobre inquérito que tramita em segredo de Justiça. Mendes responsabilizou o ministro Tarso Genro (Justiça) pelo vazamento de informações da Operação Navalha.
"É responsabilidade do ministro da Justiça responder por esses vazamentos. Eu disse hoje ao ministro Tarso que esse tipo de prática revela uma canalhice. Não podemos brincar com as pessoas sérias do país", criticou.
Mendes se encontrou com Tarso ontem à noite na inauguração de uma exposição no STF sobre as constituições brasileiras --e disse ter feito seu desabafo diretamente ao ministro.
Mendes afirmou que a PF vem fazendo "terrorismo com a democracia" ao divulgar informações sigilosas em conta-gotas. "É cinismo falar em segredo de Justiça nesse momento. Cínico é o quadro que vivemos no país. É uma lógica absolutamente totalitária. Então, rasguem a Constituição."
O ministro disse que a PF --assim como o STF e a PGR (Procuradoria Geral da República)-- não pode repassar informações de processos que tramitam em segredo de Justiça. "É covardia. Eles usam uma arma desigual. Isso tem que ser revisto", defendeu.
Mendes disse estar disposto a ingressar com representação contra a PF pelo vazamento de informações. Depois de fazer o desabafo a jornalistas, voltou atrás e afirmou que já tinha dado seu recado por meio da imprensa.
Reação
O desabafo de Mendes foi motivado pela informação de que seu nome teria aparecido em uma suposta lista da PF entre os acusados de receber "mimos e brindes" da empresa Gautama --apontada como a coordenadora do esquema de fraudes em licitações públicas desmontado pela Operação Navalha.
A assessoria do STF divulgou documento para comprovar que o Gilmar Mendes mencionado na suposta lista é um homônimo do ministro --que se chama Gilmar de Melo Mendes e seria engenheiro civil em Sergipe.
A irritação de Mendes teve início ontem à tarde, quando o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse que a ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), está "mais informada" sobre Operação Navalha que Mendes.
A ministra é responsável pelo inquérito da Operação Navalha no STJ, mas Mendes cuida de parte do caso no STF referente aos presos que têm foro privilegiado.
O procurador disse que, por esse motivo, a ministra "tem mais condições de conhecer melhor os fatos, o que permite uma interpretação mais segura".
Mendes reagiu e disse que "algumas pessoas deveriam freqüentar aulas elementares de Direito Constitucional para emitir opinião sobre algumas coisas".
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