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Marielly morreu por complicações pós-aborto, afirma delegado

21 junho 2011 - 11h57

Exatamente um mês depois do desaparecimento de Marielly Barbosa Rodrigues, de 19 anos, o caso começa a ser solucionado. O trabalho de investigação da polícia civil e da perícia já comprovou que a jovem estava grávida de quase quatro meses, que ela sofreu uma hemorragia forte antes de morrer e que seu corpo foi deixado no local onde foi encontrado.

Ainda não se sabe quem seria o pai do filho que Marielly esperava, como ela teria morrido e nem quem é o autor do crime, já tratado como homicídio pelo delegado responsável pelo caso, Fabiano Nagata.

De acordo com Fabiano todas as linhas estão sendo investigadas, mas ainda não se pode fazer acusações, apenas algumas pessoas, como o namorado e o patrão foram descartados como suspeitos.

Durante coletiva realizada na manhã desta terça-feira (21), o delegado Fabiano falou que no princípio ele ainda trabalhava com a hipótese de que a jovem seria encontrada viva, pouco depois receberam um exame laboratorial do dia 28 de fevereiro em nome de Marielly Barbosa, comprovando a gravidez, na época de duas a três semanas.

Várias pessoas foram ouvidas e ninguém sabia da gravidez, até mesmo a mãe da jovem ficou sabendo através do exame entregue pela polícia.

No dia 11 de junho, supostamente no quarto mês de gestação, foi encontrado o corpo de uma jovem em um local de difícil acesso, no município de Sidrolândia.

O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande onde foram feitos exames e através das impressões digitais e da arcada dentária, ficou comprovado que se tratava do corpo da jovem Marielly Barbosa.

De acordo com os peritos, o corpo foi encontrado já em avançado estado de decomposição e mumificação, com um vestido estampado e sandálias do tipo rasteirinha, sendo uma próxima ao corpo e outra há dois metros, ela também não possuís brincos ou outros acessórios.

Em exames mais detalhados os peritos detectaram sangue na rasteirinha que teria caído quando a vítima estava em pé e de uma possível hemorragia, sua estrutura óssea não apresentava fraturas e nem vestígios de um feto.

O perito criminal Fabiano Delfino Moreira, ainda explica que no vestido e no cabelo foram encontrados “carrapichos” que não foram encontrados próximo ao local onde o corpo estava o que comprova que a jovem estava em outro local antes de ser deixada ali.

O fato de a cabeça estar desprendida do corpo, segunda a perícia é devido ao tempo de exposição ao tempo, pois não há indícios de que ela tenha sofrido qualquer tipo de agressão física antes de morrer.

Pelo estado do corpo é possível afirmar que a jovem estava morta de 15 a 21 dias, data bem próxima ao dia em que desapareceu. Ainda de acordo com a perícia, o corpo estava em estado de mumificação avançado quando foi encontrado, e isso acontece em pessoas magras ou idosas e que tiveram fortes hemorragias.

Com essas informações, o delegado Fabiano destaca que a linha de investigação agora é de que Marielly teria feito um aborto antes de morrer, o que explicaria a hemorragia e a possível causa da morte.

Em relação aos suspeitos, o delegado ressalta que ainda não é possível afirmar sobre possíveis autores do crime e nem o possível pai da criança. “A investigação continua com várias linhas, mas ainda não tenho culpados”, finalizou o delegado Fabiano Nagata.

Também participaram da coletiva, o médico legista Ronaldo Rosa e o perito papiloscopista Malrilton Ferreira de Souza.

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