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SUMIÇO

Luminol mostra sangue em local onde estudante vivia com suspeito

21 maio 2020 - 07h10Por Campo Grande News

A Perícia Técnica encontrou indícios de presença de sangue em um imóvel localizado no Bairro Jóquei Club, em Campo Grande, onde os vendedores Rômulo Rodrigues Dias, 33 anos, e Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, moraram juntos até 5 de abril de 2020, quando ela desapareceu. Rômulo é suspeito de matar Graziela e esconder o corpo.

Preso desde 19 de abril, ele não confessa. Por isso, a polícia procura provas tanto para confirmar a suspeita contra ele quanto para localizar Graziela, mesmo que morta, hipótese considerada mais provável.

Na manhã desta quarta-feira, dia 20 de maio, três cães farejadores do Corpo de Bombeiros foram levados até o local para o trabalho de busca, mas não acharam vestígios de cadáver.

Segundo o site Campo Grande News, na noite de ontem, a perícia e os policiais civis voltaram ao lugar, uma edícula aos fundos de terreno onde há mais casas, para fazer o procedimento de aplicação do reagente luminol. O produto indica a presença manchas de sangue, mesmo que tenha havido limpeza.

A explicação técnica é de que a substância provoca a reação chamada quimiluminescência, que faz a marca de sangue "brilhar" no escuro.

Evidências

É o que aconteceu na noite de ontem, na casa onde Rômulo viveu com Graziela. Em mais de um ponto do imóvel foram localizados “indícios visíveis de uma mancha grande, que se verificou, com reagente, ser sangue”, na definição do delegado Carlos Delano, responsável pelo inquérito, em andamento na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio).

“Exames laboratoriais poderão constatar se é sangue humano e se é da vitima”, acrescentou a autoridade policial. Carlos Delano não deu prazo para a divulgação dos resultados.

Rômulo Rodrigues Dias está preso desde 19 de abril. Nesta semana, o juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, decretou mais 30 dias de prisão temporária, a pedido da Polícia Civil.

Ele e Graziela faziam juntos o curso de técnico de enfermagem e também atuavam juntos na mesma marmoraria. Depois do sumiço dela, foi ele quem levou objetos de Graziela para o local de trabalho e disse que ela não iria mais.

Ouvido pela polícia, ele contou versões conflitantes sobre o domingo em que ela sumiu. Foram pelo menos três histórias diferentes sobre o domingo 5 de abril.

 Por isso, é considerado o principal suspeito. As amigas, que denunciaram o caso à polícia, definiram o relacionamento como conturbado.

Se for confirmado que é realmente de sangue dela a marca encontrada, pode ser considerada prova suficiente para o indiciamento pelo crime de feminicídio e eventualmente para a acusação, que leva o caso ao julgamento no tribunal do júri. 

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