A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, autorizou o ex-deputado estadual Roberto Razuk a cumprir a prisão em regime domiciliar, após pedido feito pela defesa.
Na decisão da Justiça, datada da noite de terça-feira (25/11), algumas medidas cautelares foram determinadas. Entre elas o monitoramento eletrônico por 180 dias e a proibição de contato com os demais investigados, salvo os filhos.
A magistrada entendeu ainda o atual estado de saúde de Roberto Razuk, atualmente com 84 anos, e autorizou a saída dele para atendimento médico, desde que obtenha autorização judicial para isso, ou em caso de urgência.
“Expeça-se alvará de transferência para a prisão domiciliar, bem como colocação da tornozeleira eletrônica, fazendo constar a obrigação de que a requerente não poderá se ausentar de sua residência sem autorização deste juízo, salvo para atendimento em casos de emergência médica sob pena de imediata revogação da prisão domiciliar”, diz trecho da decisão que o Dourados News teve acesso.
Em nota, a defesa afirmou que ainda não teve acesso aos autos do processo.
“A defesa, patrocinada pelos escritórios de João Arnar e André Borges, até o momento ainda não teve acesso aos autos. Não obstante, diante do quadro de saúde do senhor Roberto Razuk pleiteou e teve acolhida a substituição da prisão preventiva pela domiciliar. A Justiça foi célere e agiu corretamente, na medida em que a prisão domiciliar melhor atenderia os princípios constitucionais da dignidade humana e da presunção de não – culpabilidade”, disse.
Razuk foi um dos alvos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) dentro da quarta fase da Operação Successione, deflagrada na manhã de ontem.
Além dele, os filhos Jorge e Rafael Razuk também acabaram presos em Dourados.
A ação investiga exploração de jogos ilegais e ocorreu simultaneamente em outros municípios.
A operação
Ao todo, a Justiça determinou na terça-feira o cumprimento de 27 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão preventiva.
A operação aconteceu em Dourados, Campo Grande, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã. Também houve alvos no Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
De acordo com o MPMS, a ação tem como objetivo desarticular suspeita de exploração de jogos ilegais no Estado.
“As fases anteriores da Operação Successione revelaram a atuação de uma organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos, responsável por roubos com emprego de arma de fogo, no contexto de disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado após a operação Omertá”, diz em nota o Ministério Público.
Segundo o órgão, a partir das apurações passadas e continuidade das investigações, foi possível identificar mais 20 pessoas, inclusive outros líderes, que atuavam para estabelecer o domínio no jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, onde já possuem bases em diversos municípios.
Os trabalhos executados hoje contaram com apoio operacional da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, através do Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Corregedoria e Força Tática.
O termo italiano “Successione” – que dá nome a operação, é uma referência a disputa pela sucessão do jogo bicho em Campo Grande após a operação Omertá.
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Roberto Razuk foi preso em Dourados durante a Operação Successione - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News