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LEO VERAS

Jornalista morto na fronteira havia entrado na 'lista negra’ do narcotráfico em 2013

14 fevereiro 2020 - 16h50Por Wender Carbonari

O jornalista Lourenso Veras, assassinado por pistoleiros na quarta-feira (12), recebia ameaças de morte desde maio de 2013. Conhecido em Ponta Porã e Pedro Juan Caballero como Leo Veras, ele chegou a prestar queixa por ameaças recebidas por meio de mensagens enviadas em seu celular. 

Naquele ano, ele havia declarado que a ameaça de morte não o intimidava. “Vou continuar fazendo o meu trabalho como eu faço todos os dias. Não existe ameaça que me impossibilite. Não vou me trancar em casa por causa disso”, afirmou o jornalista em 2013.

O conteúdo das mensagens enviadas na época dizia que ele fazia parte da uma suposta “lista negra de pessoas que seriam assassinadas”. A mensagem afirmava que o repórter havia entrado nesta lista juntamente com outros cinco profissionais de diferentes áreas que atuavam naquela ocasião na zona de fronteira. 

Além de veículos de comunicação do Brasil e também do país vizinho, a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) chegou a relatar em seu site, na época, as ameaças feias ao jornalista brasiguaio que na ocasião era responsável pelo jornal “Pedro Juan News”. 

Sobre estas ameaças, Leo Veras havia declarado que acreditava se tratar de uma retaliação a matérias jornalísticas em que detalhava a vida de autoridades que lutavam contra o narcotráfico na região de fronteira. 

Na reportagem em questão, o repórter fazia denúncias sobre possíveis envolvidos na morte do também jornalista Carlos Artaza, executado a tiros em 2013, em Pedro Juan Caballero. 

O CASO

Léo Veras jantava com a família quando foi assassinado por dois homens encapuzados. O crime ocorreu na parte da noite de quarta-feira (12), por volta das 21 horas, na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.

Dois pistoleiros encapuzados chegaram em uma caminhonete branca, entraram pelo portão da residência de Leo Veras que estava aberto e invadiram o local.

Eles efetuaram vários disparos contra o profissional, que tentou correr, mas caiu ao ser atingido pelos tiros.

Léo foi atingido por cerca de 12 tiros de pistola 9 milímetros. Um dos disparos acertou a cabeça dele no momento em que ele tentou correr dos assassinos. 

O jornalista chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital particular da cidade paraguaia, mas não resistiu.

 

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