A situação no incêndio florestal, na região da Reserva Taiamã, está controlada e está garantida a preservação de milhares de filhotes de aves pantaneiras como garças, colhereiros e cabeças-secas que corriam o risco de serem mortos pelo incêndio florestal que ameaçava um dos maiores ninhais do pantanal mato-grossense, o conhecido “Ninhal do Presidente Nesting Coliny”, santuário ecológico com uma população estimada de 8 mil aves, localizado próximo a Reserva Ecológica do Taiamã, na margem direita do rio Paraguai, a 200 quilômetros de Cáceres.
As equipes de combatentes entre militares do Corpo de Bombeiros e brigadistas do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) estão há vários dias na área, combatendo o fogo e fazendo o monitoramento. As equipes tiveram muito trabalho, mas superaram as dificuldades e realizam a preservação do ambiente naquele local.
Porém, de acordo com o Corpo de Bombeiros, a situação ainda é preocupante pois ainda existem alguns focos de incêndio à serem debelados e necessita de atenção das equipes que estão no local para intervenção, pois os focos podem comprometer o ecossistema local e ainda se tornar outro grande incêndio com uma possível reeignição e voltar a ameaçar o ninhal do presidente e a reserva ecológica.
“A biodiversidade do pantanal que abrange ambientes como mata ciliar, cerrado e áreas alagáveis é uma riqueza que pretendemos preservar, através de ações, intervenções e combate a incêndio” assinala o comandante da 2ª CIBM, major Ramão Correa Barbosa, fazendo uma referencia ao artigo 225 da Constituição Federal onde diz que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.
Ramão ressalta que os órgãos ambientais estão canalizando todos os esforços para minimizar os prejuízos e controlar a situação no Pantanal. Lembra que Mato Grosso está atualmente sob regime de proibição de qualquer tipo de queimada e que a proibição determinada através de decreto governamental, é considerada a mais longa da história: começou em 1º de julho e vai ate 15 de outubro, diz o Oficial após vistoria no local do incêndio.
Explica que, nos casos de focos de incêndio, na região da reserva, os bombeiros estão utilizando várias formas de combate: a construção de aceiros, técnica de fogo contra fogo, monitoramento do incêndio, vistoria no local e combate direto com emprego de pessoal, viaturas e material.
Em Cáceres, a baixa umidade, a alta temperatura e o acúmulo do material combustível influenciam a incidência de incêndios no município, mesmo em áreas urbanas, deixando em alerta todo efetivo do Corpo de Bombeiros Militar, pois o risco de incêndios ainda é alto e não chove há mais de noventa dias na região, diz o tenente Castro, o oficial do Corpo de bombeiros que se encontra comandando as equipes no local, baseados e apoiados pela fazenda Santo Antônio das Lendas, localizada em pleno Pantanal Mato-grossense.
Com informações de Sinézio Alcântara, de Cáceres
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