Uma idosa de 72 anos morreu na manhã de quinta-feira, dia 31 de março, em Campo Grande, após uma parada cardiorrespiratória, em uma unidade de pronto atendimento. Diante de fotos da vítima, a polícia abriu investigação para apontar se a causa da morte foi provocada por desnutrição decorrente de maus-tratos.
Conforme o delegado Camilo Kettenhuber Cavalheiro, da 6ª Delegacia de Polícia, a idosa estava sendo cuidada por uma filha que impedia a visitação de outros familiares à vítima. Em depoimento, uma outra filha da idosa contou que cuidava da mãe, mas precisou passar por uma cirurgia e deixou a idosa sob os cuidados de um irmão.
Após cerca de 20 dias, a idosa foi levada para a casa de outra irmã, pois o homem “acreditava que a vítima ficaria melhor sendo cuidada por ela”, contou à polícia a mulher que cuidava inicialmente da idosa.
Contudo, a filha passou a impedir que a mãe pudesse receber visitas de outros familiares, aponta o registro policial. Diante desta situação, a mulher procurou a Defensoria Pública para ter contato com a mãe. Uma assistente social chegou a comparecer na casa dela para analisar a situação.
Na última segunda-feira (28), a mulher recebeu autorização judicial para retirar a mãe da residência da irmã. Com a ajuda de um tio, ela conseguiu levar a idosa de volta para a casa dela, após a senhora passar pelo menos um ano e quatro meses com a irmã, aponta a polícia.
Dois dias depois do retorno da idosa, a filha contou que a mãe teve um mal-estar e precisou ser levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Na quinta-feira (31), a idosa morreu após uma parada cardiorrespiratória.
O delegado Camilo contou ao g1 MS que inicialmente o caso chegou até a delegacia como morte natural, mas diante das fotos da idosa as autoridades decidiram investigar as causas da morte.
“A gente não descarta nada, como eu vi a situação dessa idosa bem desnutrida eu não descarto o crime de maus-tratos qualificado pela morte, mas eu não consigo afirmar nada ainda”, disse o delegado.
O corpo da idosa foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Campo Grande para exame necroscópico. “Vamos ouvir todos os envolvidos, aguardar os laudos necroscópicos, apurar se tem algum indicativo se essa morte é decorrente de algo não natural”, afirma o delegado.
O caso foi registrado como morte a esclarecer, na 6ª Delegacia de Polícia da capital.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Boliviano é preso com 33 quilos de drogas em ônibus na BR-262

Abandono de cargo: Eduardo Bolsonaro terá 15 dias para defesa

Veículo com medicamentos para emagrecimento é apreendido na BR-267

Romeu Zema reafirma pré-candidatura à Presidência e nega aliança

Ação conjunta prende acusado de violência doméstica no Mato Grosso

MS discute em Brasília maior integração e parceria com a Bolívia

Justiça marca audiência de andarilho que agrediu transplantado

Receita terá 'cashback' na declaração a 4 milhões de contribuintes

Homem morre ao ser atingido durante manutenção de ônibus

Cruzeiro demite técnico Tite após empate no Mineirão com Vasco
Mais Lidas

Árbitra de MS apita jogo do Brasileirão Série A neste sábado

Governo de MS diz ter bloqueado cartões sociais usados até para pagar motel

Dourados pode ter chuva forte e ventos de até 60 km/h nesta segunda-feira
