Na tarde desta quarta-feira (13) o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, falou sobre os recentes homicídios ocorridos na região de fronteira com o Paraguai.
Segundo o secretário, a morte do vereador Farid Afif (DEM), no dia 8/10 em Ponta Porã, e os homicídios de quatro pessoas na madrugada deste sábado (9/10) na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, não tem ligação.
“As agências de inteligência estão operando em fina sintonia desde o início do homicídio do vereador Farid que em princípio não tem nenhuma ligação com os quatro homicídios de Pedro Juan Caballero”, disse o secretário.
Como não pode atuar dentro do território vizinho, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) reforçou todo o policiamento nas cidades da região de fronteira, desde Ponta Porã, até Sete Quedas. Entretanto, como a morte do vereador Farid ocorreu em território nacional, as investigações seguem conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios.
Conforme as informações, as forças policiais estaduais devem apoiar as autoridades paraguaias para prevenir não só os homicídios, mas também, os demais crimes como tráfico de drogas.
Para o secretário, esse é um dos grandes problemas da região, por isso, o policiamento na região tem sido intenso para coibir o crime.
“A grande maioria dos homicídios ocorridos na região, são decorrentes do tráfico de drogas. Combatendo esses crimes transfronteiriços, automaticamente diminui o número de homicídios”, relata.
Antonio Carlos Videira também falou sobre o levantamento inédito do Instituto Sou da Paz, que aponta Mato Grosso do Sul como o estado que mais esclarece homicídios, com índice de 89%.
Segundo a Sejusp, o percentual de elucidação de mortes violentas do Estado é mais que o dobro da média nacional, que é de 44%.
Ainda nesta quarta-feira (13) o ministro do Interior do Paraguai, Arnaldo Giuzzio Benítez, anunciou, a instalação de um "comando conjunto" entre a Polícia Federal do Brasil (PF) e as forças de segurança paraguaias.
Conforme informações do G1.MS, o objetivo é atuar nas região de fronteira, entre Ponta Porã, cidade brasileira que fica em MS, e Pedro Juan Caballero, cidade do país vizinho, onde a PF permite a instalação de um chamado "comando", que terá a troca de informações entre as autoridades policiais, militares e de inteligência dos países.
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Antonio Carlos Videira, Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública - Crédito: Sejusp/Divulgação