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SUCCESSIONE

Família Razuk nega acusações após operação do Gaeco

27 novembro 2025 - 09h22Por Adriano Moretto

A família Razuk se manifestou pela primeira vez sobre a nova fase da Operação Successione, desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na terça-feira (25/11), resultando na prisão do patriarca Roberto Razuk, e dos filhos Jorge e Rafael Razuk, durante cumprimento de mandados em Dourados. 

Em nota encaminhada à imprensa através dos advogados de defesa João Arnar e André Borges, os integrantes da família negam relatos feitos até o momento, com base nas informações das investigações, e aguardam acesso às acusações para o início da defesa. 

“A imprensa tem divulgado partes da investigação de nova fase da Operação Successione do Gaeco. Declaramos que ainda não fomos oficialmente cientificados daquilo que foi apurado. Quando isso ocorrer, iremos nos defender”, diz o material repassado, assinado por Roberto, Neno, Jorge e Rafael Razuk.

No mesmo relato repassado pelos advogados, os membros da família afirmam não ter cometido qualquer ação ilícita e alegam que nunca foram chamados para depoimento às autoridades competentes. 

“Nos termos da Constituição, ninguém pode ser considerado culpado antes de um regular processo, com condenação definitiva. Negamos com veemência a prática de qualquer ilícito. Sobre os fatos que vêm sendo divulgados nunca fomos ouvidos pelas autoridades. Bastava sermos intimados, que os depoimentos ocorreriam com naturalidade, tudo sendo esclarecido”, dizem.

Relatos 

Máquinas apreendidas durante operação do Gaeco - Foto: Divulgação/Ministério Público

De acordo com o Gaeco, a família Razuk faria parte de uma organização que agia com violência para manter o controle do jogo do bicho em parte de Mato Grosso do Sul. 

“As fases anteriores da Operação Successione revelaram a atuação de uma organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos, responsável por roubos com emprego de arma de fogo, no contexto de disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado após a operação Omertá. Com a continuidade das investigações foi possível identificar mais 20 integrantes dessa organização criminosa, inclusive outros líderes, que atuavam para estabelecer seu domínio no jogo ilegal em Mato Grosso do Sul, onde já atuam em diversos municípios”, disse o órgão.

Em relação à acusação, os integrantes da família afirmam se tratar de uma falsa acusação. 

“É falso que formamos organização criminosa: isso não existe; trata-se de falsa acusação. Trabalhamos e desenvolvemos nossos negócios de forma transparente e pacífica. É falso e inexistente qualquer plano para desbancar grupo de jogo do bicho de SP e Goiás. Será provado o absurdo dessa alegação. Esse fato já consta de processo judicial, com regular defesa apresentada”, dizem, continuando. “É falso e inexistente qualquer ato de violência praticado ou por nós planejado, no Mato Grosso do Sul ou em outro Estado. Nossa família não se envolve com qualquer espécie de violência, roubos ou práticas criminosas”. 

Por fim, a família relata que, no momento oportuno, e dentro do processo judicial, as ações serão devidamente esclarecidas. “Aguardaremos com paciência decisão justa e final da Justiça, órgão que respeitamos”.

A operação

Operação do Gaeco cumpriu mandados em Dourados e outros municípios do Estado - Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News

A quarta fase da Operação Successione foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul na terça-feira (25/11). Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de 27 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão preventiva. 

A ação aconteceu em Dourados, Campo Grande, Corumbá, Maracaju e Ponta Porã. Também houve alvos no Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.

De acordo com o MPMS, as investigações têm como objetivo desarticular suspeita de exploração de jogos ilegais no Estado. 

“As fases anteriores da Operação Successione revelaram a atuação de uma organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos, responsável por roubos com emprego de arma de fogo, no contexto de disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado após a operação Omertá”, diz em nota o Ministério Público. 

Segundo o órgão, a partir das apurações passadas e continuidade das investigações, foi possível identificar mais 20 pessoas, inclusive outros líderes, que atuavam para estabelecer o domínio no jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, onde já possuem bases em diversos municípios.

Os trabalhos executados contaram com apoio operacional da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, através do Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Especiais (BOPE), Corregedoria e Força Tática.

O termo italiano “Successione” – que dá nome a operação, é uma referência a disputa pela sucessão do jogo bicho em Campo Grande após a operação Omertá.

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