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DOURADOS

Família de detetive assassinada vai à polícia agradecer investigação

02 agosto 2021 - 10h58Por André Bento

Irmãs da detetive particular Zuleide Lourdes Teles da Rocha, morta aos 57 anos com um tiro na cabeça, no dia 19 de junho, no bairro Vival dos Ipês, em Dourados, foram nesta segunda-feira (2) até o SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil agradecer o trabalho que elucidou o crime. 

Recebidas pelo delegado Erasmo Bruno de Mello Cubas e demais investigadores que trabalharam no caso, elas ofereceram um café da manhã para simbolizar a gratidão. 

“Eles foram fundamentais para acalentar um pouco nossa dor, porque se não fosse por eles minha irmã teria ficado muito tempo lá e talvez nem teriam desvendado esse mistério. Para nós foi da noite para o dia. Temos que agradecer muito, eles não dormiram, não descansaram, ficaram dia e noite trabalhando para nós”, explicou Rosane Gonçalves Vilela.

Segundo o delegado Erasmo Cubas, que chefia o SIG, a homenagem foi gratificante. A gente acaba esquecendo um pouco o lado humano, mas a polícia trabalha mesmo para as vítimas, não para os autores dos crimes. A gente trabalha para entregar para sociedade uma resposta a altura do que a sociedade contribui. Isso é melhor que qualquer outro sentimento advindo da nossa profissão”, pontuou.

As investigações conduzidas pelo Polícia Civil identificaram os autores do crime em menos de 24 horas e o inquérito policial possibilitou ao MPE-MS (Ministério Público Estadual) denunciar quatro pessoas pela prática do crime de homicídio qualificado pelo feminicídio, motivo torpe, dissimulação e emboscada no assassinato.

A acusação pesa contra Givaldo Ferreira dos Santos, marido da vítima que teria encomendado o crime, Willian Ferreira dos Santos, filho dele que teria dado apoio ao esquema, José Olímpio de Melo Junior, apontado como autor do disparo fatal, e Sueli da Silva, citada como guia espiritual do mandante e isca que atraiu Zuleide se passando por potencial cliente. 

De acordo com o delegado Erasmo Cubas, atualmente a Polícia Civil contribui com envio de dados periciais importantes para que a Promotoria de Justiça possa conseguir um bom resultado no júri popular.

Em despacho datado de 12 de julho, quando recebeu denúncia oferecida pela promotora de Justiça Claudia Loureiro Ocáriz Almirão, o juiz Eguiliell Ricardo da Silva, determinou que o Instituto de Criminalística de Dourados seja oficiado a encaminhar a realização de Exame Pericial Descritivo nos bonés e de constatação de vestígios de sangue no coturno, os quais foram apreendidos, instruindo os laudos com registros fotográficos. 

O magistrado titular da 3ª Vara Criminal de Dourados também requereu o Laudo de Exame de Levantamento de Impressões Papilares em Veículo que realize confronto direto de fragmento papilar com as impressões papilares dos acusados Willian Ferreira dos Santos, José Olímpio de Melo Junior e Sueli da Silva, “haja vista a possibilidade de não estarem inseridos no banco de dados do sistema automatizado de identificação de impressões digitais de Mato Grosso do Sul”. 

O processo criminal foi colocado sob sigilo.

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