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Exército dará segurança na faixa de fronteira, diz Marçal

23 setembro 2011 - 07h14

O deputado federal Marçal Filho (PMDB) afirma que a presença do Exército Brasileiro, através da Operação Ágata II, trará mais segurança à faixa de fronteira do Mato Grosso do Sul. O parlamentar esteve recentemente reunido com o Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande, integrando a comitiva da Comissão Especial de Política sobre Drogas da Câmara dos Deputados, presidida pelo Deputado Reginaldo Lopes (PT/MG) e composta por Deputados Federais de vários Estados do País.

Na oportunidade o grupo, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, tratou com o General João Francisco Ferreira, do Comando Militar do Oeste responsável pelas regiões de MS e MT, sobre as primeiras medidas a serem tomadas dentro Plano Estratégico de Fronteiras, dentre elas a implantação da Operação Ágata, que foi desencadeada no último dia 16, no Estado.

A segurança nas regiões de fronteira seca de Mato Grosso do Sul, é uma bandeira antiga do deputado Marçal Filho, que desde que presidiu a Comissão de Criação do Ministério da Defesa, há mais de 12 anos, vem insistindo na proteção das áreas de fronteira seca e no combate ao tráfico de drogas através da integração das forças de segurança públicas e do Exército Brasileiro.

"O que acontece hoje, com a integração das Forças Armadas com as demais forças de segurança como a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM), Polícia Civil e Força Nacional de Segurança, já era uma antiga cobrança. Quando participei da reunião no Comando Militar do Oeste, aproveitei o encontro para apresentar ao general João Francisco Ferreira, as reivindicações que entendo como necessárias para melhorar a segurança ao longo da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai e com a Bolívia", enfatizou o parlamentar.

Na Câmara Federal, Marçal por muitas vezes usou a tribuna para alertar sobre a importância do Plano Estratégico de Fronteiras no combate ao tráfico de maconha e, principalmente, da cocaína.

Como membro titular do Parlamento do Mercosul, o deputado também enfatizou a necessidade de integração dos países do Mercado Comum do Sul nas políticas de segurança nas faixas de fronteira. "Não adianta apenas o governo brasileiro fazer sua parte na fronteira, se, por exemplo, o governo boliviano não fizer o mesmo para atacar a produção de folha de coca e o governo paraguaio não conter as plantações de maconha em suas terras, ainda que o Brasil precise ajudar esses países a atingir essas metas", observa o parlamentar.

Na condição de membro titular da Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, Marçal Filho assumiu o compromisso de trabalhar para assegurar recursos necessários para fazer o Plano Estratégico de Fronteiras ganhar força. "Assumi o compromisso de trabalhar para garantir a efetivação do Sistema Integrado de Monitoramento das Fronteiras (Sifron), que dá ao Exército Brasileiro uma condição privilegiada de vigiar toda extensão das fronteiras e, com isso, conter a ação das quadrilhas que atuam nessas regiões", argumenta o deputado.

Na época o general João Francisco Ferreira já havia antecipado ao parlamentar que os regimentos do Exército em Mato Grosso do Sul iriam desencadear a Operação Ágata, que vem sendo realizada em parceria com as demais forças de segurança do Estado e que será permanente. "A melhor notícia que o comandante do CMO deu foi a de que o Ministério da Defesa e o Ministério da Justiça trariam para o Mato Grosso do Sul a Operação Ágata, uma ação conjunta das Forças Armadas com as demais polícias com o objetivo exclusivo de atacar o tráfico de drogas e demais crimes fronteiriços", lembrou Marçal Filho.

O deputado finaliza salientando que todas essas ações integradas só estão sendo possíveis porque a presidente Dilma Rousseff foi sensível à problemática das drogas e da vulnerabilidade das fronteiras e editando o Decreto 9.496 que criou o Plano Estratégico de Fronteiras. "Esse decreto é fundamental para a segurança de Mato Grosso do Sul, principalmente nas regiões que fazem divisa com o Paraguai e a Bolívia", comenta. "Não é de hoje que tenho alertado para a falta de vigilância nas fronteiras brasileiras, sobretudo ao longo do mais de 1.300 quilômetros que separam o Mato Grosso do Sul dos nossos vizinhos paraguaios e bolivianos", finaliza.

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