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POLÍCIA

Envolvida em briga por imóvel acusa ex de agressões durante 26 anos

10 março 2020 - 22h35Por Da Redação

Tem novo capítulo a briga familiar que chegou a produzir cenas gravadas de agressões envolvendo dois empresários, a mãe, o avô e um tio deles, na porta de imóvel em disputa, na Vila Alba, em Campo Grande, na semana passada. A mãe dos rapazes gravou, ao lado deles, um vídeo de 4 minutos em que afirma ter sido vítima de agressão pelo ex-marido, durante 26 anos.

“Eu apanhei 26 anos, não foram 26 dias”, afirma a empresária Márcia Cavalcanti da Silva, de 47 anos, na gravação. Do outro lado, o ex-marido, o representante comercial Francys Benites, dispara: “O certo era meus filhos estarem na cadeia”.

Para ele, a versão contada por Márcia e corroborada pelos filhos Heryc e Kelvyn no novo vídeo nada mais é do que tentativa de se aproveitar da “Lei Maria da Penha”, criada para punir casos de violência doméstica.

O material foi distribuído nesta segunda-feira, dia 09 de março, em grupos de Whatsapp e rapidamente viralizou. Nele, Márcia diz que esperou os filhos crescerem para ter “coragem de separar”, quatro anos atrás. Declara ainda, que Heryc Benites, 25 anos, e Kelvyn Benites, 27 anos, viveram em um “lar de agressão, contra eles e contra a mãe deles”.

Briga gravada

Os rapazes, no vídeo que veio a público na semana passada, aparecem durante briga e agressões ao tio, Cleber Benites, 47 anos, e ao avô, Lucas Benites, 72 anos. Cleber, nas imagens, está com o rosto ensanguentado.

Toda a confusão é em frente à casa onde Márcia viveu com Francys Benites, 51 anos, pai dos jovens, e onde ela ficou morando depois e garante ter a posse conforme decisão judicial.

A briga filmada teve relação com o que ela afirma ter sido uma invasão do imóvel, que estava vazio depois de ser desocupado por um locatório. Márcia, no vídeo gravado ao lado dos filhos, afirma ter colocado o imóvel para locação, e mudado para um apartamento, como forma de se proteger da família do marido.

Alega que eles vigiavam a casa e que por isso tinha medo. Segundo ela, além do ex-marido, sofreu também nas mãos do irmão e do pai dele. “Tinha medo dessa família. Eles não conhecem leis e muito menos direito de mulher nenhuma”, afirma.

Por isso, justifica, no dia da desavença, chamou os filhos para acompanhá-la. “Eu só tenho a eles para me defender”.

Ela atribuiu os problemas ao fato de o ex-companheiro não ter permitido que ficasse nem “com metade da casa”.

“Erro” – Mãe e filhos admitem no material gravado ter agido de forma inadequada. “Eu errei, eu não devia ter envolvido os meninos nisso”, fala a mulher. “Nessa briga não tem vencedor, é uma história triste de família”, continua.

De acordo com a versão dela, porém, “o que não aparece no vídeo é que meu sogro me empurra no portão”. De acordo com ela, além disso, o cunhado, Cleber Benites, a segurou para “dar um soco”.

Na tradução da mulher, o “sangue ferveu” e ocorreram agressões mútuas, classificadas por ela como “confusão generalizada”.

Nesse momento, a palavra é passada ao mais jovem dos filhos, Heryc. “A gente não tá aqui para justificar”, começa. Ele repete a versão da mãe de que ela foi empurrada pelo idoso e diz que, nesse momento, relembrou do avô dizendo frases machistas.

“Meu tio tentou agredi-la”, prossegue. “A gente perdeu o controle”, assume. Relata que estão ocorrendo muitos casos de violência contra a mulher, incluindo mortes, e tinham medo de a mãe ser vítima. “Se fosse sua kãe, sua esposa, sua filha”, elenca. “A gente foi para defender a mãe”, encerra.

O que diz o ex-marido? A reportagem conversou com Francys Benites. Ele definiu o vídeo gravado pela ex-mulher e pelos filhos como “armação”. Para ele, é tudo orientação de advogado. “Estão querendo se glorificar sujando a minha imagem”, avalia. Francys negou qualquer agressão durante o tempo que conviveu com Márcia. “É tudo mentira”.

O representante comercial, ao falar do fim do casamento, disse que o grande motivo foi financeiro, revelando que três empresas mantidas por ele e pela esposa “quebraram”. Além disso, observa, união era com “comunhão parcial de bens”, ou seja, só são compartilhados os bens obtidos pós-casamento em caso de fim da relação.

Afirma que, em razão dos negócios mal sucedidos, “não sobrou nada” do que acumularam juntos.

Benites defende-se da acusação de agressões à ex e aos filhos dizendo que quem foi agredido pelos rapazes, pouco antes da separação, foi ele.

Sobre o imóvel em disputa, relata um "combinado" com Márcia prevendo que ela morasse no lugar até se restabelecer, mas que a casa é do irmão e do pai. Porém, segundo alega, a ex-mulher foi à justiça com ação de usucapião. “Só que a conta de água no nome do pai, conta de luz, IPTU no nome do meu irmão”, registra.

A confusão envolvendo os filhos do ex-casal, o tio e o avó foi registrada da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, como lesão corporal recíproca. O advogado que representa mãe e filhos, Tiago Bunning, informou que todos os envolvidos já colheram exame de corpo de delito. Mas ninguém prestou depoimento ainda, segundo levantado.

Com informações do site Campo Grande News.

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