Criança de 12 anos denunciou ter sido vítima de estupro e abusos sexuais praticados pelo padrasto, de 45 anos, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, na noite desta segunda-feira, dia 09 de fevereiro. O caso veio à tona após a vítima pedir ajuda à mãe de uma colega da escola, que acionou a PM (Polícia Militar).
De acordo com o boletim de ocorrência, a comunicante relatou que a criança, amiga da filha, vinha sofrendo abusos por parte do padrasto. No ano anterior, a vítima passou a frequentar a residência da amiga, chegando a pernoitar no local em duas ocasiões. Na segunda vez em que dormiu na casa, contou em prantos que o padrasto a estuprava.
Questionada pela mulher, a vítima afirmou que o autor “mexia com ela”. Mesmo incentivada a procurar a polícia naquele momento, a menina implorou para que a denúncia não fosse feita, demonstrando medo.
Segundo o site Campo Grande News, no início do ano letivo de 2026, a vítima voltou a procurar a casa da amiga e, já no primeiro dia de aula, pediu para não retornar à própria residência. No período da tarde, foi espontaneamente até a casa da mãe da amiga e, chorando, pediu ajuda, afirmando que não suportava mais a convivência com o padrasto e que os abusos continuavam.
Segundo o relato, o autor a tocava enquanto dormia, a espionava durante o banho, mostrava vídeos pornográficos e fazia insinuações de que praticaria os mesmos atos com ela. Por medo, a criança afirmou que evitava tomar banho quando ficava sozinha com o padrasto em casa, chegando a ir à escola sem se higienizar.
Ainda conforme o depoimento, os abusos ocorriam durante o dia e à noite, principalmente quando a mãe estava no trabalho. Um ponto agravante informado pela vítima é que sua mãe teria pleno conhecimento dos abusos, mas seria conivente com o padrasto, não tomando qualquer providência. A criança afirmou que já contou à mãe o que sofre, mas que ela “aceita” a situação e não interfere.
Diante da gravidade dos fatos e do desespero da vítima, a mãe da amiga acionou a polícia. A criança permaneceu sob seus cuidados até o encaminhamento às autoridades competentes.
A equipe policial solicitou apoio da força tática para a realização de diligências e identificação do autor. No endereço informado pela vítima, os policiais conseguiram contato com a mãe, que informou não saber o paradeiro do esposo, afirmando que apenas ela se encontrava no local.
A polícia encaminhou a mãe e a criança à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde o caso foi registrado como estupro de vulnerável, e as vítimas serão levadas à DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) para investigação da denúncia.
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