O esquema de transporte de cocaína a partir da fronteira de Mato Grosso do Sul para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, contava com caminhões para transporte e os valores obtidos eram inseridos na economia formal por meio de simulação de prestação de “serviços”.
A Polícia Federal informou como funcionava a organização criminosa e destacou que o comando ficava a cargo de um núcleo familiar estabelecido nos municípios de Deodápolis e Viamão (RS).
O agronegócio e outras atividades econômicas formais eram usados de “fachada” para ocultar os lucros do tráfico internacional de drogas, principalmente de cocaína.
O entorpecente era carregado em Mato Grosso do Sul e seguia para a cidade gaúcha, de onde era distribuído para traficantes locais do Rio Grande do Sul, principalmente das regiões de Porto Alegre e Vale dos Sinos.
Como mostrado pelo Dourados News, durante as investigações, iniciadas em agosto de 2019, a Polícia Federal apurou que a organização criminosa movimentou 5 toneladas de cocaína em um ano.
Valores
Os valores obtidos com o tráfico de drogas eram inseridos na economia formal por meio de simulação de prestação de serviço de transporte, declaração de produção de grãos inexistente, atividade pecuária na região de Deodápolis, empresa de locação de máquinas e equipamentos para a construção e outras aquisições de bens móveis e imóveis em nome de terceiros.
Ainda não foi detalhado o que foi levantado pela polícia nestes pontos descritos.
Ao todo, são cumpridos11 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Também são executadas ordens judiciais para o sequestro de 52 imóveis e de 70 veículos, entre automóveis, jet skis, caminhões, carretas e tratores, e o bloqueio de valores em contas bancárias de 33 pessoas físicas e jurídicas envolvidas. Os bens a serem sequestrados estão estimados em R$ 50 milhões.
O nome da operação, Geminus, ocorre em razão de dois integrantes do alto escalão da organização investigada são irmãos gêmeos idênticos. Um deles gerencia os negócios ilícitos no Rio Grande do Sul e o outro no Mato Grosso do Sul.
Os crimes investigados são tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
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