O retorno para casa da açougueira Marleide Gonçalves, de 29 anos, depois de mais um dia de trabalho teria ocorrido normalmente, não fosse pela atitude covarde de um motorista no trânsito de Campo Grande. Depois de reclamar de uma "barbeiragem" do condutor, Marleide foi seguida, atropelada e ofendida pelo homem na Avenida Três Barras, na Capital.
A açougueira sofreu a série de ataques por volta das 17 horas desta quarta-feira, dia 27 de outubro. Segundo o site Campo Grande News, ela conta que estava seguindo pela avenida, quando o condutor de um Renalt Logan preto, parou "do nada" no meio da avenida.
"Ele freou com tudo e por pouco outros dois motoristas que seguiam atrás, não colidiram no carro dele. Um motociclista teve que desviar próximo ao meio-fio na minha frente, daí quando eu passei do lado do motorista do Logan eu avisei 'presta atenção, você está louco?'", disse a ciclista.
Marleide seguiu adiante, mas pouco mais de uma quadra à frente foi "fechada" pelo motorista. "Ele avançou com o veículo para cima de mim e gritou. 'Quer causar? Quer morrer? É só falar' e seguiu. Um motociclista que vinha logo atrás ainda parou, perguntou se eu estava bem”, conta. Mas os absurdos não pararam por aí.
Segundo Marleide, o motorista parou alguns metros à frente, rente ao meio fio, só para impedir a passagem da moradora. "Ele ligou o pisca-alerta e parou no cantinho da calçada. só para mim não ter como passar. Eu tive que desviar no meio da rua", completa. Na sequência a mulher foi atropelada pelo motorista.
"Eu continuei seguindo para casa, quando ele veio e bateu o carro na roda traseira da bicicleta. Eu pulei e comecei a gravar um vídeo", lembra. Segundo Marleide a todo o tempo o homem perguntava se "ele queria morrer", repetia que ela queria "se aparecer" e até fazia insinuações sexuais sobre a trabalhadora.
Em vídeo feito pela açougueira o homem, que se identificou como Reinaldo, aparece mostrando o dedo e avançando com o carro sobre a bicicleta. "Quando eu avisei que ia ligar para a polícia ele falou que eu podia ligar, que ele era cabo, que tinha amigos na polícia", completa.
A mulher acredita que o homem só partiu para cima dela porque se tratava de uma mulher. "Quando ele parou no meio da avenida outros motorista reclamaram com ele, e ele não fez nada. Ele só foi embora quando três funcionários de uma transportadora próxima viram o que estava acontecendo, e vieram na minha direção", desabafa.
Assustada, Marleide chegou empurrando a bicicleta em casa. Ela procurou a Polícia Civil, apresentou a placa do veículo e registrou um boletim de ocorrência por injúria e ameaça, na expectativa de que o agressor seja identificado. “Nunca havia passado por uma situação semelhante e não desejo isso para ninguém, foi um nervoso muito grande. Ele só agiu assim porque eu sou uma mulher", conclui.
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