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Assassino e estuprador de menina vai a júri em Mundo Novo

11 setembro 2011 - 10h05

Autor de um crime ocorrido em outubro do ano passado e que causou comoção na região Cone Sul do estado, um catador de materiais recicláveis será submetido a Júri Popular na Sala de Julgamentos do prédio do Fórum da Comarca de Mundo Novo, na manhã do próximo dia 23.

Celso Rodrigues Oliveira, de 46 anos, morou de favor por dois anos, em um pequeno barraco que ele mesmo havia construído nos fundos de uma residência localizada no bairro São Jorge, periferia da cidade. O casal, proprietário do terreno, que morava na casa da frente, tinha uma filha de dez anos, da qual Celso era uma espécie de tutor, já que os pais da menor trabalhavam o dia inteiro, enquanto o catador fazia seu próprio horário de serviço.

No dia 24 de outubro de 2010, Celso convidou a menina para ir tomar banho em um córrego que passava nos fundos de uma fazenda em que seu irmão trabalhava. Sabendo antecipadamente que seu irmão não estaria no local, ele orientou a menor a mentir para a mãe, dizendo que iria na piscina na casa de uma amiga. Enquanto ela o esperava em uma rua próxima, ele pegou uma faca de cozinha colocou na cintura e seguiu com a garota de bicicleta até a propriedade rural.

Nas proximidades do Rio Viticuê, ele pediu a menina em namoro, proposta recusada por ela, que disse estar apaixonada por um adolescente de 14 anos. Ele então desferiu um golpe de faca em seu pescoço e dois no abdômen. Enquanto a menina sangrava, pois segundo o Autor, ela demorou cerca de uma hora para morrer, ele dizia que a amava já há dois anos, porém sempre foi rejeitado e por isso agiu daquela forma.

Segundo Celso, após a menina morrer, ele a teria beijado e em seguida penetrado sua vagina e seu ânus, porém, ele não explicou a origem de diversas marcas de unhas deixadas pela vítima em suas nádegas, tórax e braços, sugerindo que ela teria oferecido resistência a um possível crime sexual. Laudo médico comprovou que ela era virgem, tendo seu hímem rompido por Celso.

Ele afirmou ainda que deixou o corpo sob uma árvore e seguiu rumo a Mundo Novo, mas após percorrer alguns quilômetros, retornou ao local do crime, cavou a terra com as próprias mãos, tarefa fácil de ser feita, pois trata-se de uma área de brejo e em seguida enterrou o corpo. Quando chegou em casa e notou o desespero dos pais, devido ao desaparecimento da filha, ele ainda ajudou nas buscas a menina.

Celso foi preso no dia seguinte, graças a informação de um rapaz que seguia pela Rodovia BR 163 e tinha avistado o Autor com a menor em sua bicicleta no dia do desaparecimento. Ele então confessou o crime e levou os policiais até o local, onde fez questão de desenterrar o corpo. Ele foi transferido as pressas da Cadeia Pública de Mundo Novo para outra unidade de segurança, pois a população, revoltada com o horrendo crime, tentou fazer um linchamento público.

A grande questão que deverá despertar acalorados debates entre acusação e a defesa, que será feita pela Defensoria Pública, é que se quando da relação sexual a menina estaria morta ou viva, pois isto pode resultar em uma diferença grande pena, já que com a menor viva, o crime seria de estupro, enquanto que ela já morta, o crime se transformaria em vilipendio a cadáver.

Ele foi pronunciado pelo Juiz da Vara Criminal da Comarca de Mundo Novo pela pratica dos crimes de homicídio, praticado com dissimulação, através de método cruel e para assegurar a impunidade de outro crime, além de tratar de vítima menor de 14 anos. Na casa do acusado, foram encontradas várias fotos de crianças do sexo feminino, brinquedos de meninas, revistas pornográficas e quatro folhas de cadernos escritas com declarações de amor. O Pai da menina, não suportou a situação e entrou em óbito uma semana após a morte da filha.

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