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TRÊS LAGOAS

Agente armou transferência para ficar com mulher de interno do PCC

08 novembro 2021 - 18h05

Um servidor público lotado desde 1992 com o cargo de agente de medidas socioeducativas da Unei (Unidade Educacional de Internação) Tia Aurora, em Três Lagoas, no Leste do Estado, responde na Justiça pelo crime de improbidade administrativa, por usar o cargo para obter vantagens pessoais.

Ele forjou situações e conseguir a transferência de um inteno por conta de um relacionamento amoroso que mantinha com a companheira de jovem apreendido no local.

De acordo com o Campo Grande News, sabendo que o interno tinha ligação com a facção criminosa PCC, o servidor passou a enviar “mensagens aterrorizantes” através de linhas telefônicas cadastradas em nomes de terceiros, ameaçando a juíza da 1ª Vara Criminal da cidade, se passando pelo detento.

Além disso, o servidor e a mulher com que estava se relacionando forjaram situações dentro da unidade prisional para ocasionar a transferência do interno. Inclusive, enviando mensagens falsas ao Ministério Público, dizendo que o preso com ligações com PCC estava tendo regalias dentro da unidade, como acesso a drogas, celulares e também que ele estava tramando a morte da juíza.

A partir das denuncias, foi realizado um “pente-fino” na unidade, onde foi encontrado um celular em posse do detento. Com isso, o interno foi transferido para um presídio de Dourados. Após a transferência, foi identificado que a linha cadastrada no aparelho do interno era de uma empresa de peças que o servidor e a ex-mulher do detento prestavam serviços.

Após a transferência, a defesa do interno protocolou um pedido para que ele voltasse a cumprir a pena na unidade de Três Lagoas. Sabendo disso, 13 dias depois, o servidor pichou o muro da casa da juíza, novamente com ameaças que seriam do PCC. Foi então instaurado inquérito policial para elucidar os fatos. Ao ser questionado na delegacia, o agente admitiu que forjou a situação para a transferência do interno e que usou linhas telefônicas falsas para fazer as denúncias.

Diante de todos os fatos, o Ministério Público pediu pela perda da função pública do servidor, dizendo que o mesmo não só deixou de zelar pelos princípios que acompanham a função, como também cometeu os crimes de ameaça, falsidade ideológica e denunciação caluniosa. Todos os crimes cometidos por motivos fúteis, valendo-se do cargo para manter o relacionamento com a companheira do detento.

O processo segue em tramitação na Justiça. No dia 23 de fevereiro, às 16 horas, as testemunhas do caso serão ouvidas pela juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Três Lagoas. (Campo Grande News)

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