A invasão das instalações da Faculdade de Filosofia e da reitoria da USP, ocorrida dias atrás, é um engano que em nada melhora o currículo dos seus participantes e nem beneficia a sociedade. Diferente das tradicionais manifestações pela qualidade de ensino, liberdade de expressão e contra a ditadura, a insurgência de agora deu-se contra a presença da polícia no campus e eclodiu depois que três universitários foram detidos fumando maconha. Embora ruidoso, o movimento é obra de um pequeno grupo que, além de tumultuar a vida na universidade, cometeu crime de desobediência ao ignorar a ordem judicial de desocupação e, desde o início, não tem o apoio da comunidade acadêmica. A pesquisa do Datafolha revela que 58% dos estudantes quer a Polícia Militar no campus.
A presença policial é medida administrativa da universidade com o objetivo de melhorar a segurança na área, palco de recente assassinato de um estudante, roubos e outras ocorrências. Colocada ali, através de convênio entre a universidade e o governo do Estado, a polícia, comprometida com a lei, tem normas de trabalho a cumprir. É sua obrigação manter o local público e de uso comum livre de desordeiros e criminosos e, para evitar a infiltração, precisa abordar as pessoas e até fazer revista pessoal para saber quem é quem, mesmo que isso possa incomodar a própria comunidade servida. Ao mesmo tempo em que combate os atos anti-sociais cometidos por elementos externos, também tem o dever de fazê-lo em relação ao publico interno. Crimes ou contravenções têm de ser evitados ou reprimidos, independente de quem seja o autor.
A universidade é o núcleo pensante da sociedade. Por ela passaram os homens e mulheres que hoje se destacam nos diferentes setores da vida nacional e lá se encontram hoje aqueles que um dia assumirão tais posições e outras que vierem a ser criadas. Em sua história, como centro de saber, da inquietação e da vanguarda, a universidade tem sido palco de discussão dos grandes temas nacionais e, principalmente, da ética e do respeito. As grandes transformações da sociedade nasceram na universidade ou foram por ela potencializadas. Essa é sua grande contribuição para a Nação, através da união do saber, da força da instituição e até dos arroubos da juventude bem intencionada, tudo dentro da linha de defesa dos interesses próprios e respeito à legalidade e às posições alheias.
A USP, uma das mais importantes do país, contabiliza, em sua trajetória quase octogenária, larga folha de trabalho à sociedade. Espera-se que não se repitam acontecimentos como os dos últimos dias, pois só servem para deslustrar a instituição e manchar a imagem do alunado atual. A força e a representatividade do meio, já tantas vezes empregadas positivamente, jamais poderão ser banalizadas e passar para a história como meio de defesa para o uso da maconha ou de outros comportamentos capitulados no Código Penal. Quanto à polícia, é bom lembrar que lá se encontra exclusivamente em cumprimento a determinações superiores calcadas na manifestação da própria comunidades uspiana. Deve-se respeitar o principio básico da democracia: a maioria é quem decide...
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)aspomilpm@terra.com.br
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