Menu
Busca sexta, 07 de maio de 2021
(67) 99257-3397

A presença da polícia pacificadora, por Dirceu Cardoso

09 fevereiro 2011 - 14h58

Depois de experimentar o caos, resultante de graves equívocos e omissões cometidos por vários dos seus governantes, o Rio de Janeiro retoma o poder em extensas áreas urbanas que durante anos estiveram sob o controle do crime organizado. Na falta presença do Estado, bicheiros, traficantes, milicianos e outros fora-da-lei chegaram, ganharam a simpatia da população e, em seguida, a escravizaram. Famílias foram expulsas de suas casas, jovens obrigados a trabalhar no ilícito e o crime imperou. As quadrilhas tornaram-se tão poderosas que, além de medir forças pelo controle de território, ainda confrontavam abertamente as autoridades e a ordem constituída.

Foi necessário que o governo estadual, responsável pela segurança pública, tomasse a decisão de realmente enfrentar o problema e, além disso, contar com o apoio da União – pelas Forças Armadas, Polícia Federal e Força Nacional de Segurança – para conseguir reaver as áreas conflagradas. E fazê-lo de forma a evitar confrontos cruentos para, principalmente, preservar a vida da população e libertar as pessoas de bem moradoras dessas comunidades. As Unidades de Polícia Pacificadora conseguiram devolver a relativa paz aos bairros invadidos pelos criminosos e, para resolverem o problema, têm de lá permanecer por anos, independente de quem ganhe as próximas eleições. É um trabalho de longo prazo que, para funcionar, tem de se situar acima das paixões e preferências político-partidárias.

Depois do Rio, a Bahia também começa a ocupar, com polícia ao estilo pacificador, as áreas problemáticas de Salvador. Segundo as autoridades, é um trabalho de longo prazo e a ocupação deverá se concretizar ao longo de cinco anos. O exemplo é significativo e, para o bem geral da nação, deveria ser imitado em todo o território brasileiro.

As polícias, utilizadas na repressão quando o crime já ocorreu, também podem (e devem) ser preventivas. Se conseguirem atuar nessa linha, podem evitar mito sofrimento da população. Mas para que isso ocorra, é necessário que as autoridades tenham visão e coragem. É inadmissível que zonas do território sejam dominadas pelo crime, unidades prisionais sejam controladas por facções criminosas e que as indústrias do delito e da contravenção sejam mais fortes que o poder do Estado ou toleradas. As autoridades e o governo têm o dever de combatê-las.

Espera-se que, além do Rio e Bahia, os governadores dos demais Estados também empreguem seus efetivos policiais no rumo da solução e prevenção das ações do tráfico e de toda forma de crime organizado e que, quando a força estadual for insuficiente, possam contar com o apoio federal no mesmo formato que foi fundamental ao trabalho no Rio. Não devem esperar que o problema fique incontrolável para depois agir. Essa postura poderá economizar vidas e muito sofrimento da população...


Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

aspomilpm@terra.com.br

Deixe seu Comentário

Leia Também

Contrato de gestão da Funsaud vence em junho e conselho faz alerta
DOURADOS
Contrato de gestão da Funsaud vence em junho e conselho faz alerta
Anta de 200kg é resgatada após cair dentro de piscina de clube
MARACAJU
Anta de 200kg é resgatada após cair dentro de piscina de clube
VACINAÇÃO
"Dia D" de vacinação contra a Influenza será amanhã em Dourados
Polícia apreende carga com 17 mil pacotes de cigarros do Paraguai
CONTRABANDO
Polícia apreende carga com 17 mil pacotes de cigarros do Paraguai
Balanço contábil de 2020 da endividada Funsaud ainda não foi finalizado
DOURADOS
Balanço contábil de 2020 da endividada Funsaud ainda não foi finalizado
IMUNIZAÇÃO
Campo Grande faz 'repescagem' da vacina para servidores da Segurança Pública
BRASIL
Inscrições para o Revalida 2021 vão de 31 de maio a 11 de junho
PANDEMIA
Mais duas mulheres morrem por coronavírus e Dourados chega a 441 óbitos
PANDEMIA
MS se aproxima de 6 mil óbitos por Covid e soma mais de 254,7 mil infectados
ARTIGO
Um anjo sem asas

Mais Lidas

DOURADOS
Mulher presa com armas, drogas e veículos mantinha relacionamento com interno da PED
DOURADOS
Pancadaria em motel termina na delegacia com três pessoas detidas
JÓQUEI CLUBE
Jovem é presa em Dourados com armamento de uso restrito, drogas e veículo clonado
DOURADOS
Carga de tijolos cai de caminhão em rotatória na Coronel Ponciano; veja vídeo