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Zilda Arns será sepultada hoje à tarde em Curitiba

16 janeiro 2010 - 09h18

O corpo de Zilda Arns será sepultado na tarde deste sábado, no Cemitério da Água Verde, em Curitiba, após a celebração de uma missa às 13 horas, ainda no Palácio das Araucárias, sede provisória do governo do estado.
Milhares de pessoas se despediram da médica sanitarista e coordenadora internacional da Pastoral da Criança durante a sexta-feira e a madrugada de sábado. Muitos fizeram o trajeto rezando em voz alta, formando um coro de oração. A médica morreu durante o terremoto no Haiti, após ser atingida por escombros quando fazia uma palestra, na terça-feira (12).

Segundo a coordenação da Pastoral da Criança, o espaço destinado à visitação será fechado durante a missa, que deve ser celebrada pelo arcebispo-primaz do Brasil dom Geraldo Majella. Ele também é co-fundador da pastoral. Cerca de 150 padres devem participar da missa e a previsão é a de que a cerimônia dure pelo menos uma hora.

No portal da Pastoral da Criança será disponibilizado um link para a transmissão da missa de corpo presente pela Internet. A cerimônia será exibida em telões espalhados pela Praça Nossa Senhora de Sallete, nas proximidades do Palácio das Araucárias, para que o povo possa acompanhar o evento.

Em seguida, o corpo será colocado em um carro do Corpo de Bombeiros e levado, em cortejo, até o cemitério da Água Verde. Zilda Arns será sepultada, segundo o senador Flávio Arns (PSDB-PR) ao lado do marido dela, Dionísio Neumann.

Na noite de sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, segundo a Pastoral da Criança, que vai pedir o prêmio Nobel da Paz 'pós-mortem' para a Zilda Arns. Ele anunciou também que vai criar um prêmio nacional com o nome dela para premiar pessoas envolvidas com ações de segurança alimentar no país.

O presidente esteve reunido com a família de Zilda por cerca de 45 minutos, quando prestou condolências. Depois, conversou reservadamente com o governador do Paraná Roberto Requião. Ele esteve acompanhado pelos ministros Dilma Roussef e Alexandre Padilha, além dos senadores Suplicy e Ideli Salvatti.

"Eu disse à família que todos vão chorar pelo que aconteceu, mas o que a Zilda pregou durante a vida dela, eu espero que tenha ficado gravado na mente das pessoas. E que todos nós sejamos mais solidários", afirmou o presidente.

Para Lula, a médica brasileira transformou sua vida em uma luta constante pela qualidade de vida de idosos, crianças e pessoas carentes. “Se fechássemos os olhos e imaginássemos uma pessoa, a Zilda seria um exemplo muito grande para o mundo e para o Brasil. Ela morreu no momento mais sagrado da vida dela, que era a visita aos pobres pelo mundo”, afirmou o presidente.



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