O governador Zeca do PT participa às duas e meia da tarde, na Governadoria, de reunião de trabalho com a presença do ministro da Integração Nacional, Ramez Tebet, e técnicos da Secretaria de Estado de Infra-estrutura e Habitação, para avaliar a proposta de implantação do pólo mínero-siderúrgico em Corumbá e discutir o problema da ferrovia Novoeste. O projeto do pólo mínero-siderúrgico tem a adesão da Companhia Vale do Rio Doce e Belgo Mineira. É uma das prioridades no programa de ações estratégicas do governo. A partir da sua implantação, estima-se que a agregação de valores pode chegar a US$ 500,00 por tonelada de minério de ferro. Hoje o produto, em seu estado bruto, é exportado pela hidrovia Paraguai-Paraná a US$ 24,00 a tonelada.
Para o governador Zeca do PT, chegou o momento de Mato Grosso do Sul usufruir das reservas de ferro e manganês, processando a matéria-prima dentro do Estado, atraindo novas indústrias do setor siderúrgico.
Com a adesão da Vale do Rio Doce ao protocolo de intenções assinado em dezembro do ano passado, a expectativa de investimentos é de US$ 370 milhões. A Vale pretende expandir seus investimentos na região instalando uma unidade de redução direta de manganês, cuja reserva no Maciço do Urucum em Corumbá é a segunda maior do País. A produção deve atingir um milhão de toneladas de aço. A transformação dos recursos minerais em Corumbá traria valor agregado de US$ 500,00 em função da produção dos aços planos.
Quanto à ferrovia, o grande problema, denunciado várias vezes pelo governo do Estado ao Ministério dos Transportes, é o sucateamento da malha, no trecho entre Bauru (SP) e Corumbá, administratdo pela Novoeste. O governador Zeca quer não apenas a melhoria do transporte de cargas, mas também a reativação do “saudoso Trem do Pantanal”, dentro da política de incentivo ao ecoturismo.
O governo defende a “caducidade” da concessão e nova licitação do trecho, com garantia de investimentos e recuperação da ferrovia. A idéia do governo é iniciar uma forte pressão para que a ferrovia seja entregue a outro grupo, com o compromisso de investir também no transporte de passageiros. A ferrovia, segundo o governador, é estratégica para a implementação do pólo mínero-siderúrgico, e expansão industrial prevista com a instalação de termelétricas e também em função do projeto do pólo petroquímico. O meio de transporte mais viável, em termos econômicos, será a ferrovia, que não está operando em condições adequadas para suprir a atual demanda e muito menos as necessidades futuras.
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