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Zeca do PT e André Puccinelli racham o PPS em MS

09 dezembro 2001 - 11h07

As articulações do governador Zeca do PT e do prefeito de Campo Grande, André Puccinelli (PMDB), racharam o PPS e serão fundamentais para a eleição, no próximo dia 15, do novo diretório regional do partido que será o responsável pelas coligações para 2002. Os dois são pré-candidatos ao Governo do Estado e brigam pelo passe daquele partido. Uma demonstração de assédio político explícito foi na semana passada, durante a visita do pré-candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes. Já em nível regional, o governador deseja Luíza Ribeiro no comando do diretório, o que significa a manutenção do partido no Movimento Muda MS, sua base de sustentação, enquanto André Puccinelli quer Carmelino Rezende dirigindo a agremiação.
Fontes do PPS ligadas a Luíza Ribeiro, presidente interina, confirmam que o estrago foi grande com a visita de Ciro pois, embora tenha melhorado a performance do partido em Mato Grosso do Sul, reforçou a divisão interna. As mesmas fontes acrescentaram que enquanto a facção que apóia Luiza “oferece amplo debate em defesa da unidade e crescimento do PPS”, o grupo de Carmelino Rezende sinalizou apoio ao PMDB “e está fazendo precoce campanha para André Puccinelli, em detrimento à independência e a disciplina partidária”.
A ala que se intitula progressista defende a candidatura da presidente Luíza Ribeiro, afinada com o governador do qual já foi secretária de Justiça, enquanto que outra facção quer Carmelino Rezende, ex-aliado de Zeca de quem se tornou ferrenho crítico.
Alguns delegados municipais de Campo Grande com direito a voto no Congresso Estadual do PPS (que será realizado dias 15 e 16) estarão reunidos hoje para discutir a eleição do diretório. Eles também preparam, para amanhã, o lançamento da candidatura de Luíza Ribeiro, prometendo fazer grande barulho.
Até um manifesto será divulgado amanhã pelos simpatizantes de Luíza. Eles lembram que Ciro Gomes pediu a unidade do partido, deixando para a instância local decidir prováveis e futuras coligações. No manifesto afirmam que o partido tem conseguido conduzir com respeito os referenciais políticos ideológicos “mas sem o sectarismo estéril”. Para eles, a indicação de Luíza Ribeiro é uma “homenagem à militância autêntica”.

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