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Zeca diz que dívida é injusta, mas MS não dará calote

17 outubro 2003 - 06h12

O governador Zeca do PT disse ontem , durante entrevista coletiva à imprensa, que mantém a defesa da renegociação da dívida de Mato Grosso do Sul, por ser “absolutamente impagável”, mas ressalvou que “nosso Estado não é caloteiro”, afastando a tese de moratória. Desde o início do seu governo, lembrou o governador Zeca, o Estado honra com o pagamento da dívida, que hoje alcança R$ 5,3 bilhões.O secretário de Coordenação Geral do Governo, Paulo Duarte, apresentou números durante a entrevista no auditório da Governadoria. Ele lembrou que a dívida foi contraída ao longo dos governos anteriores e que todas as obras executadas desde 1999 foram ou estão sendo pagas. “Não estamos acusando ninguém, apenas retratando uma realidade, o governo Zeca não fez nenhum empréstimo”, observou Duarte. O governador Zeca comparou o pagamento da dívida (na verdade o Estado paga apenas os juros) a um financiamento do extinto BNH, em que o mutuário paga toda vida e não quita o imóvel. Mesmo sem nenhuim empréstimo, a dívida cresceu de R$ 3 bilhões para R$ 5,3 bi em quatro anos e meio. O desembolso do Estado triplicou.Neste ano os juros da dívida com a União vão custar mais de R$ 350 milhões. Muitos investimentos estão sendo feitos, segundo o governador, porque hoje há controle absoluto do custeio da máquina. “Tudo que estamos economizando é investido em obras, porque as vinculações da receita deixam muito pouco para o Estado. De cada real arrecadado, sobram apenas R$ 0,20 para ser investido”, notou o secretário de Coordenação Geral do Governo. Quanto maior a receita, maior é o desembolso da cota para amortização da dívidaO governador Zeca analisou como justa a preocupação dos deputados em relação ao crescimento da dívida, além de destacar que buscar a lógica do endividamento e apontar as distorções são papéis louváveis dos parlamentares. O secretário Paulo Duarte acha que a revisão da dívida deve implicar, também, na renegociação do acordo com o FMI, porque o endividamento externo também impõe regras e metas duras ao governo federal.O governador Zeca, depois de estabelecer uma relação institucional produtiva com o governo de Fernando Henrique Cardoso, chegou a propor a conversão de parte da dívida em programas sociais. Ao invés de comprometer 15% da receita com o pagamento da dívida, o governador sugeriu a redução do volume de recursos, mas obrigando o Estado a aplicar a diferença no Programa de Segurança Alimentar ou Bolsa Escola. A tese não foi levada adiante, segundo o governador, porque demandaria uma negociação com todas as unidades federadas e não se criou condição política para isso.  

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