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Zeca diz que André merece tratamento psiquiátrico

11 janeiro 2010 - 14h16

Mesmo após um período de descanso nas praias de Santa Catarina, onde passou as férias com a família, os ânimos do ex-governador Zeca do PT voltaram a se acirrar ao ser questionado sobre o posicionamento do governador André Puccinelli na convenção nacional do PMDB.
“Acho que seria chato falar a respeito do André. Acho que ele não está tendo posicionamentos político, porque o André merece tratamento psiquiátrico, não está bom da cabeça. Seus amigos deveriam interná-lo numa clínica psiquiátrica Não é política, é coisa maluca”, disparou, em entrevista na manhã desta segunda-feira ao jornalista Ademar Cardoso da rádio 98 FM de Ribas do Rio Pardo.
Postura

O petista se referiu à postura de seu sucessor que ora defende união entre PT e PMDB e ora prega a necessidade de seu partido lançar candidatura própria à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda durante a entrevista, Zeca desqualificou também a administração do PMDB, a qual, segundo ele, usa obras do governo federal para se promover.
“Vamos desmascarar o André e mostrar que é governo incompetente e tem de ser substituído, no lugar desse projeto prepotente, autoritário e mentiroso. E vamos mostrar governo humano, sensível para estender as mãos à quem precisa. O governo do PMDB está desgastado, percebo isso andando pelo Estado. Querem substituí-lo”, continuou.
Aliança

Há em nível nacional um pré-acordo de aliança entre os dois grupos políticos encabeçado pela ministra Dilma Rouseff (Casa Civil), tendo como vice o deputado federal Michel Temer (SP).
No entanto há divisão no PMDB devido às diferenças regionais nos estados, como Bahia, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso do Sul.
Embora considere o adversário maluco e de sentir uma grande rejeição dele por onde tem caminhado pelo interior, Zeca prefere não dar prognóstico sobre suas reais chances de vitória nas eleições de outubro.
Campanha

“Obrigação de ganhar é do André, mas dada a rejeição que percebo pelo Estado, todo mundo rejeita o comportamento agressivo e a falta de compostura dele, estamos tranqüilo, começando a organizar nossa chapa com nomes de outros partidos”, declarou.
Apesar das criticas contundentes, o ex-governador promete fazer uma campanha tranqüila, sem ataques aos adversários durante o pleito.
“Vamos fazer uma disputa salutar, democrática e tranqüila. Não vamos para o tudo ou nada, como muita gente está pensando”.
Aliança II

Zeca acha perfeitamente viável manter a aliança nacional entre seu partido e o PMDB, que segundo lembrou, comanda cinco ministérios atualmente no governo Lula. Mas descarta qualquer entendimento visando um acordo nesse sentido em Mato Grosso do Sul e outros centros brasileiros onde há grandes rivalidades.
“Nos estados tem que ser respeitada a individualidade, principalmente em estados como Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul”, sugeriu. “Como coligar nesses estados? questionou. “Convencionais do PMDB de Mato Grosso do Sul são tudo pau mandado. Insisto: há necessidade de tratamento psiquiátrico ao André”, alfinetou.
O pré-candidato petista lembrou que seu partido passou por problemas, mas conseguiu superar as divergências.
“O PT teve turbulência no ano passado sobre a disputa e depois em fevereiro do ano passado, no Carnaval, estive com presidente Lula e firmei posição e começamos a trabalhar”, explicou, lembrando que acertou todos os detalhes da unidade com o senador Delcídio do Amaral. “E conversei com aliados e firmamos coligação com o PDT, com Dagoberto (Nogueira) a senador”, acrescentou.
Zeca adiantou que continua fazendo contatos com dirigentes de outras legendas visando à composição da chapa majoritária pela qual tentará governar o Estado pela terceira vez.
Ele citou, como exemplo, PTB PSL PDT PMN como possível aliados. Em seus planos, a idéia da coligação proporcional é fazer 4 deputados federais e de 10 a 13 deputados estaduais.

Vice

Questionado sobre seu vice, deixou claro que trabalha vários nomes, lembrando do empresário de Aquidauana Zelito Ribeiro (PTB), do presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia, e do presidente do Sindicato Rural de Porto Murtinho, Italívio Coelho Neto.
Na entrevista, Zeca adiantou que até o momento o que há de concreto mesmo é sua candidatura ao governo, Delcídio e Dagoberto Nogueira para o Senado, com sua esposa, Gilda dos Santos, como suplente.

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