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Você sabia que existem duas Páscoas? Veja aqui

23 março 2008 - 05h07

A Páscoa é uma festa comemorada de maneiras diferentes por judeus e por cristãos. Enquanto os cristãos comemoram a vitória de Jesus sobre a morte, ressuscitando três dias depois de ter sido crucificado, os judeus que não vêem Cristo como o Messias que veio para salvar humanidade de seus pecados e sim como um profeta, ou em outros ramos mais ortodoxos como um charlatão, comemoram a libertação do povo hebreu do Egito, feito que coube ao profeta Moisés.
Moisés teria sido um hebreu que viveu em aproximadamente 1.500 a.C. Depois de anos de cativeiro, teria sido  ele quem teria guiado o povo do Egito para a “Terra Prometida”, ou Israel. Para isso, o grande feito de Moisés teria sido abrir o Mar Vermelho para que a multidão atravessasse, ter guiado o povo por 40 anos no deserto até a chegada e esta terra prometida e a transmissão aos hebreus dos 10 mandamentos criados por Deus.
Cientistas tentam entender este fenômeno, e vêem com receio a “abertura do Mar Vermelho”, dizendo que pode ter acontecido um fenômeno climático quando um vento muito forte empurra grandes quantidades de água em um relevo inclinado, cria algo semelhante a uma 'parede aquática'. Outra versão conta que naquela região há águas extremamente salinas, como a do Mar Morto, onde acontece periodicamente um fenômeno curioso. Os sais minerais se acumulam, isolando algumas áreas como se estivessem entre duas paredes de água e que ainda pode ter sido uma linguagem simbólica onde o mar seria somente linguagem figurada para o pecado “A Bíblia tem uma linguagem figurada e poética muito forte', adverte o teólogo Luciano José de Lima, da Umesp em entrevista à revista Istoé. (veja a entrevista aqui). Esta seria a Páscoa judaica.
Já na Páscoa cristã, a ressurreição de Jesus é o grande ápice de sua vida, onde depois de ter se sacrificado pelos pecados do mundo, o que teria acontecido numa sexta-feira, ele ressuscita no domingo de páscoa. Com essa ressurreição, ele teria possibilitado a todos os outros mortais que nasceram antes e depois dele que também tivessem o direito de ressuscitar (I Coríntios  15: 1-22).
Mas assim como na história de Moisés, não são todos que acreditam nesse fato, o livro “Inquérito sobre Jesus”, do professor de História especializado

em cristianismo Mauro Pesce , da Universidade de Bolonha, conduzida pelo jornalista Corrado Augias, diz que a ressurreição pode não ter passado de uma alucinação. “Muitas visões, inclusive as mais recentes, como as de Fátima, indicam que o visionário acabou vendo realmente o que desejava ver. Não sabemos até que ponto podemos confiar em Lucas (um dos evangelistas), que escreveu 50 anos depois da morte de Cristo, com base em informações de terceiros”, escrevem os autores.

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