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EDITORIAL

Violência exagerada marca período de festas

29 dezembro 2015 - 07h24

Aguardado como um período de renovação e confraternização entre amigos e familiares, as festas de final de ano tem se tornado, para muitos, sinais de tristeza e perda diante de tamanha violência que se acomete durante essa época. Mortes, atentados, brigas internas e muito, mas muito álcool entre os participantes dessas reuniões acabam estragando o clima festivo e de alegria.

Em todo o Mato Grosso do Sul, os dias que se sucederam o Natal foram movimentados no setor policial e resultaram na morte de mais de uma dezena de pessoas, vítimas de homicídios.

Além disso, atentados, brigas de trânsito e acidentes com óbitos marcaram, infelizmente, a vida de diversos populares que terão na memória o gosto amargo de relembrar esses fatos negativos a cada período parecido.
Mágoas, rancores, dívidas e até mesmo discussões banais fazem parte desse barril de pólvora gerador desses conflitos.

Porém, apesar da maldade existente, fatores externos e que não estão ligados ao seio familiar ou do círculo de amizades, podem ser colocados tranquilamente como principais causadores desses problemas diante de tamanha violência.

A desigualdade social promovida ao longo de anos e por parte de pessoas que estão no poder é uma delas.
Alienadas e reféns de promessas muitas vezes não cumpridas, parte da população vê poucos com muito e, para chegar a tal ‘patamar’, resolvem partir para a vida do crime, já praticado por boa parte dos que usam ‘colarinhos brancos’.

Talvez cansados de tanto esperar por melhora, acabam também remoendo e guardando o ódio dentro de si. Se afundam em dívidas e se autocolocam em situação vulnerável, prontos a explodir por qualquer situação mínima.

E diante de tantos descasos praticados por nossos governantes, quase sempre imunes a qualquer punição, se veem num beco sem saída. São cooptados por criminosos, recorrem às drogas e ao álcool como numa espécie de buscar a órbita dos problemas a enfrentar.

Enquanto isso, atentados, brigas e mortes continuam causando dor às famílias que esperam por um momento de felicidade, e que acabam sofrendo depois com a saudade.

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