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Violência contra a Mulher será debatida amanhã na Assembléia

20 novembro 2001 - 14h02

Os 78 casos de estupros contra as mulheres ocorridos de janeiro a outubro deste ano engrossam as estatísticas na área policial que somam 1.103 registros de lesões corporais e 1.554 ameaças. Esses números estarão sendo debatidos durante a audiência pública que a Assembléia Legislativa realiza amanhã, às 15 horas. É uma iniciativa da Coordenadoria de Políticas para a Mulher, do Governo do Estado, que recebeu integral apoio do presidente do Legislativo, deputado Ary Rigo (PDT). Os trabalhos serão presididos pela deputada Celina Jallad (PMDB). O tema principal da reunião será “Avanços e Perspectivas da Prevenção e Combate à Violência contra a Mulher”.
De acordo com a coordenadoria, a violência contra as mulheres é um fator pelo qual se pode medir a violação de todos os direitos humanos, independentemente de raças, etnias, religiões, escolaridade e classes sociais. Dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que a violência doméstica afeta entre 25% a 50% das mulheres latino-americanas. No Brasil, 70% dos crimes contra mulheres são cometidos dentro do lar e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos, com base em números de 1998, alerta que 80% dos assassinatos de mulheres foram praticados por membros familiares ou amigos das vítimas.
Em Mato Grosso do Sul, na década de 80, começaram as discussões e organização das mulheres pela luta contra a violência, quando foi também criada a primeira Delegacia Especializada da Mulher. A partir daí, o movimento se juntou à luta nacional contra a impunidade, incentivando as vítimas a denunciar os agressores, combatendo o argumento de legítima defesa da honra para justificar os atos violentos praticados contra a mulher.
No ano de 1999 foi criada a Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher trazendo como um dos projetos o Programa de Prevenção e Combate à Violência contra a Mulher. Diante dos movimentos organizados no Estado, implanta o Serviço de Atendimento à Mulher em situação de violência que oferece atendimento gratuito(social, psicológico e jurídico) em Campo Grande e estabelecendo prioridades em outros municípios.

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