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Vigilância Sanitária capacita escolas para controle do caramujo

02 junho 2006 - 10h39

A Gerência de Saúde (GESA) de Jardim promoveu um treinamento sobre o achatina fulica, popularmente conhecido como caramujo africano, com o médico veterinário da Vigilância Sanitária do município, Gilbert Oshiro.O curso, que aconteceu na Associação Comercial na manhã da última segunda-feira, foi direcionado a diretores e coordenadores das escolas públicas e particulares do município, embora apenas as escolas municipais Beracy Barbosa, Bernardino Machado, Chaquib Kadri, Estácio Martins, Oswaldo Monteiro e Zeus Benevides se fizeram representar.O evento também contou com a presença do Gerente de Saúde, João Eugênio de Oliveira.O objetivo é que cada participante repasse as informações aos professores e alunos de sua escola, para que estes sejam multiplicadores da campanha que visa à diminuição dos caramujos.Segundo Gilbert, o trabalho de combate ao caramujo envolve primeiramente o reconhecimento do problema e depois a atuação em conjunto com vários órgãos. Segundo ele, a erradicação do caramujo gigante é quase uma utopia. “É muito difícil, principalmente se não contarmos com o apoio da comunidade. Em terrenos baldios e em épocas de chuva, ele se prolifera violentamente”. Ele explicou que o caramujo gigante foi introduzido no Brasil em 1986, quando foi trazido para uma feira agrícola que incentivou muitas pessoas a cultivarem, iludidas pelo lucro fácil. Com o passar do tempo e a constatação da não aceitação no mercado externo, os produtores abandonaram suas culturas.“Embora tenhamos feito um mutirão para diminuir um pouco a praga, nossa principal meta é educar e conscientizar a população que ela precisa nos ajudar”, disse. Os caramujos se proliferaram e hoje são um problema de saúde pública e também ambiental, porque além da possibilidade de transmitirem doenças, estão entre as três pragas mundiais em desequilíbrio ecológico. Segundo o palestrante, há casos confirmados em outros países de doenças causadas pelo verme angiostrongilíase que podem atacar o intestino humano, o abdômen ou o cérebro. No Brasil ainda não houve casos confirmados, mas pode vir a acontecer.O veterinário explica que o combate ao caramujo africano depende de ações intersetoriais do município e também da ajuda da comunidade. “Por isso a população tem de se preocupar e levar a sério o problema. Cabe à população colaborar no combate deste molusco, mas contando com o apoio do poder público”, disse Gilbert.Para o recolhimento do caramujo, a pessoa deve proteger as mãos com um saco plástico ou luvas e fazer a catação manual dos animais. A Gerência de Obras disponibilizou três recipientes, um em cada uma das três áreas mais afetadas, para que a comunidade possa depositar os caramujos coletados. “Colocamos um tambor no depósito de gás da Vila Brasil, um no estacionamento do Baratão Materiais de Construção e um no Ferro Velho do Lopes. E assim que a comunidade responder ao chamado, a gente vai coletar e dar um fim adequado aos caramujos”, disse o gerente de Obras, Gaspar Kuhnen. 

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