A filmagem e posterior exibição no site Youtube de uma sessão da Câmara dos Vereadores de Nova Andradina, onde se discutiam as mortes causadas no trânsito da cidade, resultou na exoneração do assessor parlamentar Diego Maderal (19 anos). Ocupante de cargo de confiança no gabinete do vereador Luiz Tadao Mitsunaga (PT), da oposição, ele foi desligado das funções pelo presidente do Legislativo nova-andradinense, Glauco José Lourenço (PR), que integraria a base do prefeito Roberto Hashioka Soler (PSDB) na Casa.
A exoneração foi divulgada hoje, conforme relataram Tadao e Maderal. Já a sessão filmada ocorreu no dia 8. Na ocasião, manifestantes ocuparam o plenário para protestar contra mortes no trânsito da cidade, em especial da garota Thais Fernanda, que faleceu no dia 27 de março após se acidentar. O pai da vítima, José Valentim Pinto, usou da palavra na sessão para reivindicar providências, como a retirada do fluxo de veículos da rua Espírito Santo e as avenidas Ivinhema, Alcides Menezes de Faria e Antônio Joaquim de Moura Andrade.
A fala foi acompanhada por populares que, munidos de faixas, exigiam da administração municipal obras viárias, como a conclusão do anel viário de Nova Andradina. A oposição sustenta que a obra, orçada em R$ 6 milhões, já recebeu R$ 5 milhões, mas pouco avançou. Toda a discussão foi filmada por Maderal, que intercalou entre as imagens frases criticando a demora na execução da obra e também fazendo acusações. Hoje, o assessor soube de sua exoneração através de jornal no qual é publicada a pauta de sessões da Câmara.
“Nem o meu vereador sabia. Dizem que foi exonerado por justa causa, mas não consta o artigo”, afirmou o agora ex-assessor, relatando que os números por ele inseridos no vídeo seriam reais. “Gastaram R$ 5 milhões para fazer cinco quilômetros, enquanto a estrada até Taquarussu, de 22 quilômetros, custou R$ 8 milhões. Soltei os números no vídeo e fui exonerado”, criticou, ressaltando, ainda, fala de um dos vereadores que atribuiu a culpa da demora ao governo federal.
Luiz Tadao, por sua vez, disse ter tomado conhecimento da exoneração através de seus assessores. “Fui ter conversa com o vereador à tarde, mas a exoneração ocorreu de manhã”, afirmou, considerando que “o ato de exoneração não tem explicação”. O petista comentou as acusações sobre o anel rodoviário da cidade, mas reiterou que a sessão enfocava as quatro mortes registradas no trânsito da cidade. “Não gostaram, e afirmaram que o vídeo denegriu a imagem da Câmara. Mas ele é meu assessor”, complementou.
No decreto de exoneração, publicado no final da página 06 dos classificados do jornal Diário MS, a portaria 007/2008 assinada por Glauco Lourenço destaca a exoneração de Diego Maderal, afirmando que o mesmo estava lotado no Setor Administrativo da Câmara. O texto não traz outras menções sobre a razão da exoneração. A reportagem procurou o presidente da Câmara de Nova Andradina para comentar o desligamento do funcionário. Porém, a informação na Casa de Leis é de que ele não estava, e de que seu celular não estaria atendendo a ligações. Os assessores jurídicos da Câmara também não foram localizados no prédio do Legislativo.
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