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Vendas de ar-condicionado quase triplicam em janeiro

07 fevereiro 2011 - 14h24

As altas temperaturas deste verão – o último dia 30 marcou o quarto dia consecutivo de pico de calor na cidade de São Paulo (33,8°C) – trazem para a frente das prateleiras duas vedetes das vitrines: ventiladores e condicionadores de ar.

Os estoques do varejo estão abastecidos, porque as vendas de alguns itens neste ano quase triplicaram em alguns casos, segundo levantamento feito pelo R7. Na rede Extra – do Grupo Pão de Açúcar –, o comércio de aparelhos de ar-condicionado aumentou 190% em janeiro, na comparação com igual mês do ano anterior.

Ou seja, a rede está vendendo quase três vezes mais do que no mesmo período de 2010. No caso dos ventiladores, as vendas devem crescer 25% no verão deste ano, em relação a 2009.

A rede Wal-Mart, por sua vez, também se programou para atender a demanda por esses aparelhos, que sempre cresce nesta época do ano.

Do início do verão (no final de dezembro) até o mês de janeiro, a venda de ventiladores cresceu 70% na comparação com o mesmo período um ano antes; até o fim da estação, a expectativa é de crescimento de 80%.

Para se ter uma ideia de dimensão, podemos dizer que uma loja que vendeu cem ventiladores em janeiro do ano passado deverá aumentar as vendas para 180 neste ano.

O Carrefour apontou um aumento de 150% nas vendas de condicionadores de ar no mês passado, e as de ventiladores subiram 75% no mesmo período – os dois na comparação com o mesmo mês de 2009.

O presidente da Eletros (Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, disse que o fator principal a impulsionar as vendas de condicionadores de ar é até bastante óbvio: o calor.

O calor tem se estendido bastante neste ano, e isso tem levado o consumidor às lojas.

Preço
Uma das vantagens de combater o calor com um ventilador é o preço bastante acessível do aparelho. Os mais baratos variam perto da casa dos R$ 50; já os mais caros sobem até perto dos R$ 200, entre modelos de chão e de teto.

Já os condicionadores de ar podem deixar a casa mais fresquinha, mas eles são mais caros, podendo ir de R$ 600 até mais de R$ 1.800.

Kiçula disse também que as inovações tecnológicas nos condicionadores de ar são mais um estímulo para deixar o calor do lado de fora da casa.

Segundo ele, acontece com esse tipo de equipamento o mesmo que com os aparelhos de TV de LCD ou LED: a inovação tecnológica também atrai clientes.

Os aparelhos split (mais baratos e mais silenciosos), por exemplo, têm se destacado nas vendas, dividindo espaço com os condicionadores de ar mais tradicionais.

No ano passado o setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos se beneficiou de uma série de fatores – tais como crescimento da renda, queda do desemprego, aumento sustentável dos salários, queda de preços dos aparelhos e a Copa do Mundo (que favoreceu as vendas de aparelhos de TV), entre junho e julho do ano passado, disse o assessor econômico da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), Altamiro Carvalho.

Confiança e juros
O crescimento da renda e a queda do desemprego são essenciais para o setor de eletrodomésticos, avalia Carvalho; segundo ele, os dois fatores contribuem para elevar a confiança do consumidor.

Sem a perspectiva de que possa perder o emprego no futuro previsível, o consumidor se sente mais confiante para se entregar a financiamentos a prazos mais longos.

No entanto, com a expectativa de elevação dos juros – o Banco central começou em dezembro a elevar a Selic (a taxa básica de juros da economia brasileira, a partir da qual todas as demais são formadas), que, segundo analistas do mercado financeiro, deve chegar ao fim do ano em 12,50% – e de outras medidas para conter o avanço da inflação, as decisões de gastos do consumidor podem ser influenciadas, diz Carvalho.

Para 2011, o cenário é de crédito mais caro, já com a Selic maior. Vai haver uma seletividade na concessão de prazos maiores de crédito.

O consumidor vai ter que ser mais cauteloso ao se endividar. As condições agora são muito menos favoráveis que as vistas no começo do ano passado.

Apesar disso, ele disse que não se vê nenhum tipo de queda substancial de vendas no horizonte.

Isso por conta do aspecto renda: não há até o momento nenhum tipo de ameaça ao crescimento da massa real de salários. Não há ameaças de desemprego, nem nenhuma indicação de que a renda maior vá cair.

Financiamentos
O economista da Fecomercio disse que financiamentos a prazos longos como os que se viu no ano passado – algumas redes chegaram a vender aparelhos de TV de LED em 30 prestações no período da Copa – serão casos muito raros.

Isso certamente acabou – e, se não acabou, será extremamente pontual, os casos serão muito raros.

Um financiamento de 30 meses será bem excepcional, não é a regra do mercado. A regra será outra: a de encurtar prazos e trabalhar com mais garantias de crédito.

Kiçula também destacou que se o aumento dos juros começar a se fazer sentir nos financiamentos e os prazos encurtarem demais, as expectativas de vendas para este ano terão de ser revistas mais para frente.

No momento, a previsão de vendas para a linha marrom (aparelhos de TV, imagem e som) é de um crescimento de 10% a 15% e da linha branca (fogão, geladeira, microondas e lavadora de roupas) é de 5% a 7% neste ano.

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