Treze dias após a morte da menina Isabella Nardoni, de 5 anos, a polícia reúne laudos e provas periciais para responder algumas questões fundamentais no esclarecimento do crime. Isabella morreu após cair, no foi fim da noite de 29 de março, do sexto andar do apartamento do pai, na Zona Norte de São Paulo. A polícia já descartou a hipótese de acidente.
Nesta sexta-feira (11), dia em que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, deixaram as delegacias onde cumpriam prisão temporária, diretores do Instituto de Criminalística (IC) afirmaram que dez peritos se revezam no trabalho de análise das provas. Entre outros pontos, o laudo, que não tem data para ser divulgado, deve responder questões como:
- A que horas o casal chegou?
- Quanto tempo se passou entre a chegada e a queda de Isabella?
- De quem é o sangue encontrado no apartamento?
- Qual foi a causa da morte da menina?
- Asfixia? Queda? Ou a combinação dos dois?
As respostas serão decisivas para o possível pedido de prisão preventiva do casal, conforme anunciou o delegado que preside o inquérito, Calixto Calil Filho.
Com a família
Na primeira noite longe da prisão, o casal permaneceu na casa do pai de Alexandre, na Zona Norte de São Paulo. O advogado Ricardo Martins, um dos defensores do casal, informou no fim da noite que eles estão bem e que não falarão com a imprensa. Até a noite, eles ainda não tinham encontrado os filhos, um menino de 3 anos e outro de 6 meses. O casal, diz a defesa, deve ficar no local até o final do inquérito.
Veja a cronologia do caso
Alexandre e Anna Carolina chegaram à casa de Antônio Nardoni por volta das 18h. Eles foram levados em um carro do Grupo de Operações Especiais (GOE), acompanhados por advogados. Depois disso, chegaram ao local dois carros com parentes.
O delegado Calixto Calil Filho, que investiga o caso, disse que na segunda-feira (14) vai convocar Cristiane Nardoni, irmã de Alexandre, que na noite da morte de Isabella, estava em um bar e teria recebido uma ligação da família informando da tragédia.
A policia pediu a quebra do sigilo telefônico de Cristiane e aguarda reposta da Justiça.
O delegado disse que o apartamento do casal vai continuar lacrado e, assim que receber os laudos da perícia, pretende fazer uma reconstituição do crime.
Liberdade e investigações
No final da tarde, a delegada Elizabete Sato disse que a libertação do casal não vai atrapalhar a investigação. "Durante a prisão deles, o presidente do inquérito (delegado) deu celeridade ao processo", disse.
Na contramão, o promotor Francisco Cembranelli, indicado pelo Ministério Público para acompanhar o caso Isabella, disse que a libertação do casal irá, sim, prejudicar as investigações. Ele afirmou que “há informações preliminares do Instituto de Criminalística (IC) que nos permitem vincular o casal aos ferimentos sofridos por Isabella e ao que ocorreu na cena do crime”.
Habeas Corpus
O casal foi solto nesta tarde, após a Justiça ter dado o habeas corpus. Na decisão, o desembargador Caio Eduardo Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, questionou se Nardoni teria realmente assassinado a própria filha.
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