Apesar do cenário ainda desfavorável, o ano que se inicia pode ser considerado uma nova chance da presidente Dilma Rousseff (PT) conseguir, enfim, governar no seu segundo mandato, algo que ela ainda não fez desde o dia 1º de janeiro de 2015.
Com o turbilhão de problemas apresentados no Brasil, boa parte deles originados por seus correligionários, Dilma ficou na frente da linha de tiro formada por uma oposição que ‘babava’ a cada nova escorregada de seu mandato e do fogo amigo do não tão aliado assim, PMDB, que ainda tenta atingi-la.
Porém, as chegadas do recesso parlamentar e do ano eleitoral, podem dar um pouco de ar para a presidente antes de enfrentar o rito do já enfraquecido processo de impeachment que ainda a atormenta, além de tentar colocar a casa em ordem.
O tempo também pode ajuda-la a buscar um diálogo com aqueles que num passado não tão distante estiveram ao seu lado, casos do vice-presidente da República Michel Temer e do presidente do Senado, Renan Calheiros. O primeiro, trata-se do caso um pouco mais complicado, diante do desgaste de cinco anos de convivência.
Outro ponto favorável a Dilma é ver o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) contra a parede e correndo sério risco de ser cassado.
Mas, para buscar essa nova fase, a presidente precisará ter atitudes mais coesas e se preparar melhor. Sem rumo durante todo o ano passado, ela viu sua baixa popularidade despencar ainda mais em meio a decisões precipitadas e mal definidas por parte de sua base.
Dilma precisa se posicionar de maneira direta, escolher melhor quem caminhará ao seu lado e acabar de vez com a tentativa de ameaçar e chantagear grupos políticos com a distribuição de cargos.
A presidente precisa de mais ação e menos conversa, afinal, no ano que passou e onde tudo de ruim – em termos de governo - já aconteceu, nada melhor do que adotar a política do ‘vai ou racha’ para começar um novo ciclo.
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