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Vacina contra a Aids pode estar perto de ser realidade

20 julho 2007 - 19h45

Três variantes de genes no DNA de 486 pacientes com Aids parecem ter papel fundamental em conter e tornar mais lento o desenvolvimento do vírus HIV, segundo um estudo promissor realizado por uma equipe internacional divulgado na quinta-feira pela revista Science. Os pesquisadores estão confiantes de que sua descoberta poderá levar à criação de uma vacina, cujo mecanismo de funcionamento potencializaria os efeitos protetores de um ou mais destes genes, e ajudem o próprio sistema imunológico a superar a infecção.

A premissa é a de que a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus no início da infecção tem a ver com a velocidade com que a doença evolui. Alguns genes poderiam controlar o rápido desenvolvimento da enfermidade. Uma dessas variantes genéticas é especialmente promissora, destacaram os cientistas.

"Esses resultados não só quase duplicam nossa compreensão dos fatores que influenciam as variações incidentes entre os indivíduos e em como controlam o HIV-1, mas também apontam para novos mecanismos de controle do vírus", disse David Goldstein, coordenador da pesquisa do Duke's Institute for Genome Sciences and Policy da Universidade Duke da Carolina do Norte (EUA).

A equipe internacional de especialistas em genética trabalhou durante 18 meses. Depois de selecionar cuidadosamente os pacientes, os cientistas utilizaram a mais recente tecnologia disponível para estudar o genoma, chegando à descoberta dos três genes. A pesquisa revelou que alguns pacientes com variantes genéticas específicas em células chave do sistema imunológico parecem controlar muito melhor a proliferação do vírus da imunodeficiência humana (HIV) logo após a contaminação.

"À medida em que expandimos a quantidade de pacientes em estudos futuros realizados por pesquisadores do CHAVI (Center for HIV/AIDS Vaccine Immunology), esperamos descubrir ainda mais tipos de polimorfismos que poderiam explicar porque alguns pacientes são capazes de controlar o vírus melhor do que outros", explicou Goldstein. Cerca de 40 milhões de pessoas são VIH positivas no mundo, enquanto outras 11 mil contraem o vírus diariamente, a maioria nas nações mais pobres do mundo, segundo o Instituto Nacional de Alergia e Enfermidades Infecciosas (NIAID).

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