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Uma guerra civil na reserva mais populosa do Brasil, só não vê quem não quer

09 setembro 2014 - 06h24

Chega a ser repetitivo, mas sempre é bom lembrar o óbvio. A Reserva Indígena de Dourados, a mais populosa do país, se transformou numa grande ‘favelão’. Infelizmente, o que deveria ser um espaço para que a comunidade pudesse viver em paz como seus antepassados e continuar seu processo cultural, hoje é um lugar sombrio e que amedronta a própria população que por ali reside.

São rotineiros os casos de estupros, homicídios, agressões e acerto de contas entre integrantes de gangues. Esses fatos, aliados a pouca eficiência da Força Nacional no local tem feito com que milícias sejam criadas da região a fim de promover a chamada ‘Justiça com as próprias mãos’.

Os grupos, capitaneados por algum líder, são formados para tomar conta e evitar que atos ilícitos ocorram. Porém, isso não funciona.

O caso do final de semana é um exemplo bem claro disso, quando um adolescente de 14 anos acabou assassinado com um tiro no ouvido por um desses ‘seguranças’.

Não é exagero dizer que estamos muito próximos de uma guerra civil dentro do agora bairro, que abriga mais de 13 mil pessoas na maior cidade do interior do Mato Grosso do Sul.

Também não se espante se nos próximos meses, esses grupos tomados pelo poder, comecem a demarcar território e se digladiarem atrás de poder e território, já escasso por ali.

Esquecida pelo poder público e observada ainda com um largo preconceito por parte do ‘branco’, os habitantes da Reserva de Dourados vivem num imenso barril de pólvora que não para de explodir. O receio é tanto que até a perícia evita se deslocar até as aldeias quando solicitada.

Toda a violência gerada ali ganha contornos cada vez mais dramáticos com o uso rotineiro de álcool e drogas como crack, maconha e pasta base de cocaína. E os alvos são sempre os mais jovens, que mostram a violência no olhar.

Por isso é necessário que as autoridades levantem de suas cadeiras e olhem pela segurança naquela região. Que deixem de tratar os habitantes das aldeias como produto eleitoral e deem a eles uma vida digna, com o mínimo que qualquer brasileiro precisa. Ou seja, saúde, infraestrutura, educação e claro, segurança.



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