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UFGD quer ter 30 cursos em 4 anos

16 abril 2007 - 10h18

A ampliação no número de cursos oferecidos pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) é uma das propostas apresentadas pela chapa única que concorre à reitoria da instituição. A chapa única é formada pelo reitor Damião Duque de Farias, 41, e Wedson Desidério Fernandes, 48, que já ocupam os cargos pró tempore há um ano, conforme indicação do MEC (Ministério da Educação).

Segundo os candidatos, uma das metas para os próximos quatro anos de reitoria é a busca da qualidade e excelência no ensino, pesquisa e extensão. A meta é chegar a 25 ou 30 cursos de graduação em 2011, quando encerra o mandato da reitoria. Hoje, a universidade possui 19 cursos de graduação e 3.700 alunos. Com a criação dos novos cursos, o corpo dicente pode chegar a 7 mil ou 8 mil acadêmicos nos próximos quatro anos.

Além dos cursos de graduação, os candidatos pretendem ampliar também a oferta de cursos de pós-graduação e mestrado. A idéia é implantar seis novos cursos de pós-graduação (hoje existem três) e um programa de doutorado para cada faculdade. “Neste momento, estamos focados na consolidação e na expansão da universidade. Para isto, pretendemos participar do programa de expansão do nível superior, criado pelo governo federal”, explica Damião Farias.

A eleição para o cargo de reitoria da UFGD será realizada dia 24 de abril, em três pontos: na reitoria, no campus da cidade universitária e também na escola municipal professora Avani Cargnelutti Fehlauer. A eleição, realizada nos três períodos, terá participação paritária, ou seja, os votos de docentes, técnicos administrativos e acadêmicos terão o mesmo valor na contagem final.

Geralmente, nas eleições para reitoria, o peso do voto é diferenciado: professores têm 70% e alunos e técnicos administrativos têm 15% cada. “Esta é uma decisão muito importante e fizemos questão que toda a comunidade acadêmica tenha a mesma força de voto”, explica o reitor pró-tempore. O voto não é obrigatório.

Tecnicamente, o resultado da eleição já está garantido, porque não existe quórum para a votação (quantidade mínima de votos para que a eleição seja considerada válida). O mandato da reitoria pró-tempore encerra dia 6 de julho. A posse da nova reitoria deve acontecer no mesmo mês, após nomeação pelo MEC.

CHAPA ÚNICA
Ao Diário MS, os dois candidatos negam que a presença de chapa única comprometa a democracia. Segundo eles, as correntes opositoras existem, mas não conseguiram se aglutinar e formar uma chapa concorrente. “Na verdade, sempre tivemos o apoio de toda a comunidade acadêmica, além de grande experiência administrativa. Isto certamente inibiu e dificultou a formação de chapas de oposição”, avalia o professor Wedson Fernandes.

Segundo os candidatos, apesar de não haver concorrência, o processo eleitoral está correndo de forma normal, com grande mobilização da comunidade acadêmica.

METAS
Além da ampliação na oferta de cursos, as metas da chapa “Democracia, Qualidade e Compromisso Social” inclui estruturação física – com novas obras e aquisição de equipamentos para laboratórios –, contratação de mais professores e técnicos administrativos e criação de condições adequadas aos novos cursos. “Pretendemos criar uma estrutura de informação e articular melhor a UFGD com a sociedade, que possui uma grande expectativa quanto à instituição. Precisamos corresponder a todos estes anseios”, garante Damião.

De acordo com os reitores, o desmembramento da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), no final de 2005, foi uma medida necessária diante da “crise generalizada” enfrentada pela instituição enquanto campus. “Éramos o campus mais desenvolvido mas, apesar disso, a tendência era piorar cada vez mais ao invés de crescer. A criação da universidade própria foi uma grande aposta que deu certo”, acrescenta.

Ele aponta a autonomia da universidade na aplicação de recursos e na tomada de decisões como a grande mudança a partir da criação da UFGD, em janeiro do ano passado. Antes do desmembramento, o orçamento anual do campus de Dourados era de R$ 23 milhões. Hoje, a UFGD possui orçamento de R$ 49 milhões até 2008. (Fonte: Diário MS)
 

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