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TST estabelece reajuste de 8,5% para bancários do BB e Caixa

21 outubro 2004 - 20h32

Em julgamento que durou pouco mais de três horas, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu que os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal (CEF) terão reajuste de 8,5% sobre o salário de agosto, o mesmo oferecido pelos bancos anteriomente. Além do reajuste, para funcionários com salários de até R$ 1.500, a Justiça estabeleceu um abono de R$ 30. Todos os funcinários do BB e da Caixa também terão direito a receber um adicional linear e único de R$ 1.000, após 10 dias da publicação da decisão do TST. Sobre os dias parados, o TST decidiu que os bancários do BB receberão 50% dos 30 dias de paralisação e terão que compensar o restante com horas extras. Sendo assim, o banco também terá que devolver os cinco dias descontados do salário dos funcionários devido à greve. Na análise de abusividade da greve, o TST a classificou apenas como "meramente formal", o que significa que os dias de paralisação não serão contados como falta. Os bancários haviam pedido ainda participação nos lucros e resultados do banco, mas foi negada pelo TST. Também neste ponto, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Contec) terá de negociar diretamente com o banco. Na semana passada, os bancários de todo o País encerraram uma greve que durou 30 dias. A categoria pedia reajuste de 19%. Em relação aos bancos particulares, a Confederação Nacional dos Bancários está tentando agendar um encontro com representantes da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) para que haja acordo sem que a Justiça precise intervir. Para a Confederação, de acordo com sua assesoria de imprensa, a decisão do TST possivelmente influenciará nas negociações com os bancos privados. Movimentos no Paraná e Brasília Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários do Paraná, Marisa Stedile, as decisões serão avaliadas por dirigentes da categoria na manhã de sexta-feira, numa reunião da Executiva Nacional, em São Paulo, já agendada para às 10h. Mas a presidente adiantou que as decisões não foram, em sua opinião, favoráveis aos trabalhadores pelas proporções que o movimento teve em todo o Pais. Ela criticou inclusive o abono de R$ 1.000, pois há que se considerar, segundo ela, a perda do valor no vale-alimentação e a incidência do Imposto de Renda, o que deve reduzir este montante para algo em torno de R$ 500. O Sindicato dos Bancários do Distrito Federal discutirá amanhã também, em assembléia marcada para as 19h, os próximos passos das negociações após o julgamento do dissídio da categoria. O secretário-geral do sindicato, Jair Pedro Ferreira, disse que apenas uma parte das reivindicações foi discutida na votação do dissídio: "Ainda faltam as outras 50 cláusulas, entre elas as sociais."

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