Representantes dos governos da Rússia e da Ucrânia iniciaram esta terça-feira, em Genebra, uma nova ronda de conversações com a duração prevista de dois dias. O encontro ocorre sob mediação da administração dos Estados Unidos, tendo como ponto central o impasse sobre o controlo de territórios e a busca por um cessar-fogo no conflito que se estende desde 2022.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem insistido na rapidez de um acordo, pressionando o governo de Kiev a acelerar as decisões na mesa de negociações. Em contrapartida, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, expressou reservas quanto à intensidade desta pressão, apontando que o seu país enfrenta exigências de concessões que considera desproporcionais.
Posições dos negociadores e contexto no terreno
O principal negociador da Ucrânia, Rustem Umerov, indicou que a agenda oficial prioriza a segurança e o apoio humanitário. Através das redes sociais, Umerov descreveu a postura da sua equipa como "construtiva", embora tenha ressalvado a necessidade de manter expectativas realistas perante a complexidade das soluções para uma paz duradoura.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a delegação de Moscovo pretende discutir uma "gama ampla de questões", incluindo as exigências territoriais russas sobre a região de Donetsk — especificamente os 20% da área que ainda não estão sob controlo militar russo, ponto que Kiev se recusa a ceder.
Impactos civis e diplomacia paralela
Enquanto os diplomatas se reúnem na Suíça, o conflito permanece ativo no terreno. Ataques aéreos recentes contra a infraestrutura elétrica em Odessa deixaram milhares de civis sem acesso a serviços básicos como aquecimento e água. Este cenário levou Zelensky a reforçar o pedido aos aliados ocidentais por sanções mais severas contra a Rússia e pela manutenção do fornecimento de armamento, argumentando que o apoio militar é necessário para garantir um acordo que considere justo.
As conversações em Genebra sucedem a duas rondas anteriores realizadas em Abu Dhabi, que não resultaram em avanços significativos. A delegação americana, composta por Steve Witkoff e Jared Kushner, tem mantido uma agenda dupla na cidade suíça, realizando também reuniões com autoridades iranianas para tratar de outras crises regionais em paralelo com a mediação entre russos e ucranianos.
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